É óbvio que eu vou gostar de você

Sabe de vez em quando você sente que vai começar a gostar da pessoa antes mesmo disso acontecer, é como uma premonição e existem sinais. E os sinais estão cada dia mais claros. Tão claros quanto a tua pele, que, semelhante à minha, se avermelha com nossos toques.
Tudo começou no dia que o teu nome passou a figurar no meu WhatsApp. Raras vezes me dou de cara tão bem com alguém, e por mais que você imagine que isso seja mentira, não é. Era quase como se já te conhecesse há anos, o que parcialmente pode ser verdade já que – secretamente – observo tuas fotos há alguns deles.
Sempre te achei linda.
Achei ainda mais quando começamos a sair. Tens um jeito daqueles me cativa rapidinho, meio fechada, super cabeça e de riso fácil, te descobrir era – e ainda é – um desafio, semanalmente recompensando por um dos beijos mais gostosos que já experimentei.
E era óbvio que eu ia gostar de você.
Não demorou até teu contato fazer parte daqueles favoritos automáticos do WhatsApp, pior ainda foi quando meus amigos passaram a reparar no meu riso meio bobo enquanto digitava no celular.
A gente sabe que a casa caiu quando sorri pra tela. Esses sorriso são involuntários porque vem de dentro. E o que vem de dentro, a gente não consegue esconder.
De dentro também vinha um frio na barriga e eu vou ser bem sincero nesse ponto, não lembro de ter sofrido disso antes de encontrar alguém e ultimamente essa coisa de borboleta no estômago é tão grande que penso se não deveria tomar rivotril antes de sair contigo. Mas isso passa porque o coração chega a descompassar quando te vê chegar.
E eu, que nunca fui muito fã do verão, mudei completamente de opinião quando te vi de vestido. Ou sem ele.
E por isso é tão óbvio que eu vou gostar de você.
Porque eu sempre tive uma facilidade ridícula em variar as personagens dessas linhas, tirava o jeito de uma, misturando com os olhos de outra e acabava fazendo textos difíceis de identificar uma única pessoa e ultimamente começo a me preocupar que esse blog vire um monólogo. Ditado por uma das personalidades mais gostosas que já passaram por aqui.
De antítese às minhas hipérboles, tua entrada por aqui chega em doses. Pequenos fragmentos que começam a compôr uma história gostosa demais pra se limitar à meia dúzia de textos.
E eu escrevi isso tudo pra falar que eu não sei bem o porquê. Talvez seja pelo teu gosto por Harry Potter, ou por me acompanhar nas extravagâncias culinárias, passa pelo jeito que te deixo sem graça. Não é fácil dizer quando isso virou uma verdade, por não ser uma ciência exata. Mas começa a ser óbvio, quase que inevitável, pode-se falar que é destino: é óbvio que eu vou gostar de você.
Ou talvez, eu só te escreva uns textos legais.
Aprendi contigo a não entregar todos os pontos de uma só vez.
(caso eu crie coragem pra postar esse texto, espero que entenda que ele, assim como eu, está um pouco exagerado)
((mas nem por isso deixar de ser verdade))

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