Uma carta de Boas-Vindas

Normalmente espero um pouco mais para escrever cartas assim, mas algo em ti me despertou uma vontade de iniciar essa aqui.
Bem-vinda, não repara na bagunça, provavelmente saí correndo pra empurrar todas as roupas espalhadas dentro do armário, organização nunca foi meu forte e acredito que isso se reflita também na minha vida, então não tenta entender muito bem o que acontece aqui, a verdade é que também não sei o que to fazendo. Por gostar um pouco de bagunça não espere que teus fios saiam dos nossos encontros do mesmo jeito que entraram.
Também imagino que seja bom avisar que quando bebo perco parte da sensibilidade na boca isso pode – ou não – causar marcas, então deixo adiantada aqui as desculpas. Juro não ser algo recorrente.
Ah, não sei se te contaram, mas gosto de escrever. E busco inspiração nas coisas que acontecem na minha vida, por isso tua presença nela será diretamente proporcional ao número de linhas em que darei um jeito de encaixar teu sorriso e o tom escuro dos teus fios.
Escuro também costuma ser meu quarto, então pisa com cuidado porque o Chico costuma ficar deitado nos piores lugares que você possa imaginar. O Chico, assim como o dono, tem a capacidade de passar horas deitado se a companhia for boa.
Contraditório ao parágrafo anterior, você talvez pense que eu seja hiperativo, algo em mim não deixa minhas mãos paradas por isso não estranhe se elas acharem os caminhos mais improváveis pra chegar ao teu corpo. A boca é um mero reflexo da inquietação das mãos e quando encaram um rosto como o teu ficam ainda mais agitadas.
Costumo beijar muito, em quantidade e – até então – ninguém reclamou da qualidade. Também não estranhe se entre um beijo e outro um riso bobo surgir no meu rosto, acredite quando te digo que o adjetivo não se limita apenas ao sorriso.
Já que bobo posso parecer quando no meio de um filme for flagrado olhando pra ti. Não é algo psicopata, a razão é simples; Gosto de observar coisas bonitas.
Por falar em coisas bonitas, sou um pouco indiscreto e parte desse fardo é repetir mais vezes que o normal elogios como o do parágrafo anterior. A graça é te deixar sem: vergonha, roupa ou graça, mas os dois primeiros itens não serão tratados aqui.
Bem-vinda pode entrar e se sentir em casa, a cama é grande, cabem dois sem problemas, caso ache o espaço pouco não se acanha e pode deitar em mim.
Quase esqueci, tenho um ânimo extremamente eclético, gosto de festa na mesma medida que gosto de estar em casa. Muito mais do que o evento em si, analiso a companhia, então pode entrar quando quiser – nessa sexta inclusive – sempre gostei de pessoas especiais e ultimamente adquiri certa simpatia por ti. E todos os risos que a tua presença traz.
@brunoamador

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