Uma canceriana me ensinou a amar

Ao contrário do que os astros podem sugerir ela não era daquelas garotas grudentas ou carentes, adorava um chamego, mas precisava do seu espaço. Menina-mulher, se agigantava em algumas horas e buscava refugo da turbulência embaixo dos nossos lençóis.

Nos enrolavamos neles e deixávamos o mundo correr enquanto o nosso parava de girar um pouco.

Era muito leve estar com ela. Nunca foi muito ciumenta, óbvio que de vez em quando florescia a fera adormecida dentro dela, mas seus “dramas” (com muitas aspas pra evitar problemas) passavam com uma conversa sincera e um chamego.

Espirituosa, me mostrou um lado novo do gostar. Me ensinou a amar com calma, aproveitando o momento, seus beijos eram sempre de despedida, como se fossem o último. Chega a ser irônico falar que ela vivia o momento porque bastava um pouco de álcool entrar que fazíamos planos com nossos filhos e cachorros.

Como eu disse, a minha (sou um pouco
possessível) canceriana era muito mutável, mas essa era a parte mais gostosa de nós.

Devido aos nossos momentos conseguíamos fazer praticamente qualquer coisa juntos. Puxando na memória não consigo me lembrar de mais de 3 vezes que ela disse “não” para uma saída.

Gostava de beber e não foi uma vez que por causa do “vamos dar um shot” que acabei no chão. Difícil acompanhá-la.

Valorizava presentes, mas não pelo seu valor monetário, eles precisavam ter significado. Bilhetes, declarações ou momentos oportunos.

Ela era muito sentimento, se afetava fácil
com os problemas da vida, porém sua resiliência a colocava nos trilhos, maior do que seu sentimento é sua capacidade de levantar.

E embora extremamente mutável tinha valores pétreos; Seus amigos e família eram essenciais e fazê-la escolher entre algo ou eles sempre será um tormento, por isso fez logo questão de que eu me aproximasse deles, garota inteligente evitou problemas futuros plantando amizades no presente.

Me desculpa a demora pelo texto, é que você é de câncer. E eu também. Muito difícil colocar tanto sentimento no papel.

Tela, perdão, é a cabeça na lua.

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Bruno Amador – clique para me conhecer melhor.

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