A Aquariana e seus mistérios

A gente se conheceu na praia. Ela segurava um copo de Askov quando perguntei o seu nome. Com um dos sorrisos mais sinceros que já vi, me respondeu. Usava um vestido bem solto que acabou molhando um pouco enquanto caminhávamos perto do mar. Não que ela tenha ligado, nunca deu muita importância pra coisas como “look”, óbvio que se arruma como poucas pessoas, mas era aquela menina que “seguia o baile” se algo acontecesse.
Por sinal, seguir o baile é algo que ela faz com certa frequência. As coisas dificilmente acontecem como ela planeja, mas a sua capacidade de se adaptar faz com que a sua presença consiga fazer a festa ser de fato uma festa. Já seguiu muito o baile também.
Aquela noite acabou com o contato dela no meu telefone e seu perfume na blusa que emprestei. Não conversamos muito, ela não me deu muita bola. Algum tempo passou e nos encontramos numa dessas formaturas de faculdade. De vestido longo, salto alto e taça de champanhe na mão, teve a mesma simplicidade no sorriso quando me viu. A noite foi longa e foi lá pelas 2 da manhã que sentamos numa mesa porque seu pé doía.
Ficamos alguns minutos ali e com o aumentar da música resolvemos ir para algum lugar mais quieto. “Pra conversar melhor”, segundo ela. E foi divertido, tinha certo mistério nos beijos que ela me deu. Como se escondesse em entrelinhas seus desejos.
E com o passar do tempo comecei a reconhecer cada um deles.
Seus beijos calmos normalmente precediam noites sob cobertores e filmes, os mais agitados tiravam roupa e arrepiavam pêlos, o problema era quando a agitação vinha em lugares que não deveria, tinham os beijos doces, normalmente esses eram de perdão, ou pedindo perdão, nunca fomos muito bom em andar em linhas e com a gente, as coisas eram um pouco curvas. E turvas. Talvez pela falta de linhas acabamos passando por altos e baixos, íamos e voltávamos, até que numa dessas curvas, nos perdemos.
A encontrei esses dias, seu cabelo estava mais curto, seu rosto mais fino e o sorriso, permaneceu igual. Me contou da sua vida e foi incrível ver como seu jeito permanecia igual. Olhar misterioso, toque arrepiante e fala acelerada. Tem pressa, nunca foi de perder tempo. A gente só vive uma vez e foi demais poder ter passado um pouco da minha, com ela.
Me segue no twitter! <a class=”twitter-follow-button” href=”https://twitter.com/brunoamador?ref_src=twsrc%5Etfw” data-show-count=”false”>Follow @brunoamador</a>http://a%20href=
<a href=”https://umquartodepalavras.com/bruno“>Bruno Amador</a> – clique para me conhecer melhor.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s