Uma sagitariana me deu novas cores

Bagunçada.

Assim era a minha vida antes dela. Os livros se espalhavam pela bancada, junto com os fios de cada aparelho meu. Celular, computador, monitor, carregador de caixa de som e fios que até hoje não sei para que servem. Desconectados, soltos, sem energia. Assim eram os fios, assim era meus pensamentos. Lampejos de criatividade que morriam depois de algumas palavras.

E ela surgiu. “Sagitariana”, me respondeu quando perguntei seu signo. Diferente de muitas, não entrou na minha vida virando tudo de cabeça pra baixo como aquelas paixões arrebatadoras, veio calma. Riu da minha bagunça e mostrou como as coisas têm seu lugar, inclusive ela. Cavou um espaço em meio ao meu caos e organizou tudo. De repente as coisas se ligaram, as luzes surgiram e as cores voltaram, então pude ver. Ela era linda.

Olhos escuros, tão redondos que me lembravam duas jabuticabas. As bochechas se coravam enquanto eu falava isso e embora parecesse ser tímida, era falante. Falava pelos cotovelos sobre tudo. Me contava o seu dia com os mínimos detalhes e assim, descobri que ela comia quase toda semana estrogonofe, não curtia muito os grão de feijão e preferia o ovo com a gema mole.

Me contou sobre a sua vida e assim comecei a me fascinar. Não bastava ser linda, mas tinha histórias para contar, o melhor de tudo é, ela sabia conta-las. Ria conforme lembrava os fatos, gargalhava com as suas trapalhadas e por mais que sempre tentasse fazer o certo, as coisas acabavam dando errado. “Minha outra encarnação deve ter sido o capeta”, ela brincava.

Garota forte, nunca teve medo de se expressar e quando a calavam, ela berrava. Fala alto, fala grosso, mas nunca perde a razão, talvez por isso seja impossível discutir com ela. Por mais que ela possa estar errada, irá te convencer que está certa. Ela fala demais e talvez esse possa ser seu erro, de vez em quando fala o que não devia, é um pouco inocente pra malevolência existente nesse mundo.

Sempre ótima nos conselhos e horríveis em seguí-los, de choro fácil, mas coração forte. Raras as vezes que vi essa garota voltar atrás nas suas decisões, sabe que cada coisa tem seu lugar. E, o seu lugar nunca foi comigo. Não há como negar. Ela é mulher e eu ainda era um garoto descobrindo o mundo. Saiu depois de um beijo na testa e até mais. Ainda nos vemos, ela continua linda e com o mesmo sorriso que me conquistou anos atrás.

De um tempo pra cá, muita gente entrou na minha vida e por mais que eu tentasse organizar, ela sempre acabava:

Bagunçada.

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Bruno Amador – clique para me conhecer melhor.

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