Meu vai e volta com uma Leonina

Não vou negar, não acreditei depois que a beijei pela primeira vez. Eu tinha recém completado 18 anos, logo já fazem alguns anos, mas me lembro vividamente de como sem jeito coloquei meus braços por trás da sua cabeça e por um breve momento experimentei uma das melhores bocas que já havia beijado. Eu era bobo, não que isso tenho mudado muito, mas naquela época era pior. Até tentei alguns encontros mais, mas felina como ela é, conseguiu escapar pelos meus dedos.

O tempo passou e não sei muito bem como, voltamos a conversar. Ela era assim, esporádica, dessa vez quem escapou fui eu. Meus coração batia em outro compasso, e canceriano que sou, não conseguia de forma alguma pensar em outra coisa se não nele.

Ela era assim, ou melhor, nós éramos assim. Esporádicos. Com um romance em pequenas doses aparecíamos juntos na mesma medida em que desaparecíamos. A gente nunca ficava muito tempo, às vezes eram semanas, outras meses, mas eventualmente nos encontrávamos em algum lugar com pessoas diferentes ao nosso lado. O nosso santo bateu, mas essa coisa de amor da vida não combinava conosco. Era muita responsabilidade pra pouca cabeça.

Confesso que a última entrada dela na minha vida foi a mais gostosa. Insegura como poucas pessoas nesse mundo, entrou na ponta do pé na minha casa, no corredor já pisava firme e quando chegou no meu quarto, não pensou duas vezes até correr à cama.

Saímos algumas vezes e a sua maior constante era que sempre estava linda. Se vestia bem, era como se a vida fosse um palco e ela a estrela do show. E era bom demais vê-la brilhar. Seu sorriso dominava o ambiente e seus olhos acompanhavam atentos os caminhos que o garçom vazia até trazer sua Skol Beats. Suas bebidas costumam ser doces, porque de amargo basta a vida. Claro que não recusa um vinho, o azedo aguça seu paladar e incandesce lugares que não devem ser aqui citados.

Rápida, esguia e ágil, ela foi embora, deixando para trás seu perfume e algumas histórias para eu contar. Acompanho de longe seus passos com um sorriso no rosto por saber que, de alguma forma, eles já vieram até mim. E não poderia fechar esse texto sem afirmar que um dia, espero que voltem.

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Bruno Amador – clique para me conhecer melhor.

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