O que aprendi com as minha desilusões amorosas

Dói. Não vou negar. É como se o mundo acabasse.

Na verdade, existem desilusões e desilusões. Existem aquelas que acabam por mútuo acordo, nessas, inicialmente as coisas parecem normais, acho que é porque ainda não assimilamos o golpe, mas conforme o tempo avança, as pequenas coisa começam a fazer falta. A tua cama parece maior e é como se algo faltasse nela. O mundo perde um pouco as cores e a solidão entra nos teus cômodos, espalhando sua brisa gélida por cada palmo do teu corpo.

Existem as desilusões tapas na cara. Quando a confiança acaba. Normalmente precedida por algum ato imbecil da outra parte. A reação imediata é raiva. Um formigamento sobe e milhões de ofensas passam pela nossa cabeça. Tentamos buscar entender onde falhamos, quando não existe muito o que entender. As pessoas erram e eu realmente não acho que seja por maldade – em boa parte é apenas idiotice – só que assimilar isso leva tempo.

Bem parecida com a anterior é o romance não correspondido. Só que ao invés de raiva, buscamos apenas pelos nossos erros. E novamente, não necessariamente houve erros. As pessoas são diferentes, os momentos são diferentes, é muito raro um encontro virar amor. São muitas peças que precisam se encontrar, não à toa um certo poeta, boêmio e baixinho, nos disse que “a vida é a arte do encontro”. E que graça teria ela se não houvesse amor.

As minhas desilusões amorosas me ensinaram certa resiliência. Fiquei mais resistente às porradas que a vida dá, por entender que os tantos finais que acontecem nela, por mais clichê que isso possa ser, não são nada mais do que oportunidades de novos começos.

Não é a primeira vez que digo isso, mas as coisas se conectam de alguma forma no futuro e nunca iremos entender essa conexão olhando pra frente, basta acreditarmos e continuarmos dando nosso melhor no que fazemos que essa conexão acontecerá. Absolutamente tudo que acontece conosco nos molda e se não houvesse ocorrido não seríamos as pessoas incríveis que somos hoje. E aqui, entra um pouco de outro ensinamento que as desilusões amorosas me ensinaram:

Amor próprio.

Ninguém será capaz de te amar se você não se amar. Todos temos qualidades e reconhecê-las é essencial, não afirmo aqui que devemos ser cegados pelo brilho do orgulho, mas um pouco de destaque na multidão nunca fez mal a ninguém, somos diferentes e essas diferenças são a melhor parte de cada um.

Me ensinaram também que de nada adianta guardar ódio ou rancor, isso polui a alma, ainda mais quando houve, mesmo que por um breve momento, amor naquela relação. Hoje em dia tudo é tão gráfico, com fotos e vídeos nas redes que acabamos deixando de lado a humanidade nessas interações. Ter ao nosso lado pessoas que vivemos momentos tão especiais é uma forma de lembrar deles com carinho. E ganhar um puta amigo. Afinal, poucas são as pessoas nesse mundo que te conhecem tão bem a ponto de já te verem visto sem roupa.

Quebrar a cara é horrível, isso é inegável. Mas assim como tudo na vida é preciso acreditar que haverá uma próxima vez, nada é tão ruim que não possa melhorar. As desilusões amorosas me ensinaram a não desistir. Se relacionar é uma aventura e o frio na barriga antes daquele primeiro encontro fazem-nos sentir vivo.

Afinal, “embora quem quase morra, ainda esteja vivo. Quem quase vive, já morreu”. Não à toa, quase sempre estou morrendo de amores.

E assim espero continuar.

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Bruno Amador – clique para me conhecer melhor.

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