Te vi na rua ontem…

Eu pensei que havia te esquecido. Acho que por não ter te visto tanto tempo meu coração foi ‘acalmando’, sabe?! Mas a vida sempre tem que dar um jeitinho de te fazer cair do céu bem na minha frente quando eu menos estou esperando. O destino adora me testar, ele deve dar risadas muito intensas ao fazer esse tipo de sacanagem comigo – e acredito que com você também. Não que eu não queira te ver nunca mais, mas poderia não ser com tanta frequência e nem tão de forma tão repentina assim.

Ontem foi um desses dias. Saí de casa sem você na cabeça e voltei com um texto prontíssimo para te dedicar. Eu te vi na rua ontem e, bom, você sabe disso porque logo que teus olhos se encontraram com os meus, ainda distantes, uma mudança drástica ocorreu no teu percurso, dobrou a esquina para não precisar esbarrar cara a cara comigo (ufa, ainda bem que a esquina estava bem pertinho de você). Moletom, calça e tênis preto. Essa é a sua forma de demonstrar que, além do seu guarda-roupa, o seu coração também ficou escuro?!

Eu passei um tempão tentando solucionar as questões que você plantava na minha cabeça com atitudes inversas ao que você dizia sentir e querer. Sei lá, eu não conseguia ver conexão em não me responder, mas congelar toda vez que me ver. E as músicas que você postava em suas redes sociais e seus amigos comentavam falando pra você superar?! Tudo isso casando com os olhares, de quem tinha muito a dizer, que você me dava só me faziam perceber que talvez eu ainda estivesse muito presente dentro de você. Ah, garoto, você não sabe o quanto você me deixou de cabelos brancos procurando nas entrelinhas as misérias de respostas que você deixava.

Eu te vi na rua ontem e pela primeira vez em tanto tempo não houve dúvidas, só certezas. Meu coração não gritou enlouquecido e nem disparou. Eu não suei frio e minha perna não cambaleou. Eu senti tudinho; todas as cordas que me prendiam a ti foram se soltando levemente da minha mão, eu senti o amor escorrer pelo meu corpo e encontrar uma outra direção. Pela primeira vez eu senti minha alma se desenroscando da tua quando tu virou aquela rua, levando contigo o teimoso amor por ti que habitava em mim por tantos anos.

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