A gente devia dar mais flores

O romantismo está morrendo e nós somos os culpados por isso.

Valorizando cada vez menos as pequenices que acontecem dentro das relações, começamos a preferir textão no Facebook às flores. Brigamos por causa de fotos no Instagram e nos sentimos “esquecidos” se não aparecemos em alguma história do Snap. Mãos dadas, manhãs preguiçosas, cafuné, são itens em desuso dentro das relações. Café na cama? Esquece.

“Amor acontece nos detalhes”, quem nunca ouviu essa frase? Ela é secular e mesmo depois de Instagram, Facebook e cia. ela continua verdadeira.

O amor acontece nos momentos em que um sorriso, daqueles bem simples e rápidos, quando a gente fica meio sem saber o que falar, aparece no rosto. É nas coisas bobas. É no acordar de manhã e esfregar o olho, ler uma mensagem de bom dia e voltar a dormir logo em seguida um pouco mais feliz. É no beijo de boa noite e no “cheguei vivo em casa” depois da balada. É ser companhia, pau pra qualquer obra, sabe? Ir pra China ou pra casa da vó, aguentar bêbada na balada e com tpm na semana seguinte. É conversar horas sobre qualquer idiotice, discutir se é biscoito ou bolacha, disputar um lado da cama, o último pão de queijo, o controle da TV.

E cada dia mais eu vejo essas coisinhas morrendo. Trocando essas pequenices por coisas extravagantes, acabamos minando a simplicidade que envolve essas felicidades num relacionamentos.

Em pequenas doses se constrói o amor. Começa nas mãos dadas, passa na conchinha pós sexo e, se tudo der certo, não acaba depois do café. Não é preciso de muito. Textão no Facebook não simboliza amor, não só o textão, tem que ter algo a mais, um mimo, um jantar, um tempinho à dois.

Amar é ser bobo.

Fazer planos pro futuro mesmo que os dois sejam pés rapados no ensino médio, pensar em juntar os trapos e morar numa casinha com algum cachorro ou gato (dependendo do gosto). Querer viajar o mundo e ter dificuldade pra ir até a praia porque a agenda anda muito cheia. Amar é alongar o horário de almoço porque às vezes chegar atrasado vale à pena. Amar é fazer pequenas concessões pelo bem maior. É perder discussão e não ficar triste, é se reconciliar depois da briga, porque essa é a única parte boa dela.

E tá tudo errado.

A gente devia se marcar com mordida, arranhão, com beijo e não em vídeos. A gente devia passar mais tempo jantando do que tirando foto da comida. Olhando um pro outro que pra tela do celular. A gente devia dar mais flores. São nesses detalhes que o amor acontece, no olho no olho, nas pequenas surpresas, nos sorrisos sem graça. Romantismo é como uma camisa branca e jeans, não sai de moda. É simples. É bonito e sempre combina com qualquer clima.

Não hesite em ser romântico. Não hesite em dar flores. Não hesite em dar bom dia. Não hesite em dar boa noite. Não hesite em mostrar sentimento, mais vale se arrepender de ter feito do que não fazer nada. Poucas coisas nesse mundo são mais legais que ser o motivo do sorriso alheio.

Eu acho que o recado central do texto é: não tenha medo do ridículo dentro de um relacionamento, não existe demonstração de afeto que seja idiota. Quer falar com voz de bebê? Fala. Quer dar apelido de doce? Pode dar, meu quindinzinho. É óbvio que todo mundo demonstra da sua forma, alguns mais, outro menos. Mas a ideia é não ter medo em fazer o teu parceiro, a tua crush, os teus contatinhos, sorrirem.

O caminho para o coração começa pela boca e o primeiro passo dele não é o beijo. É o sorriso.

E você, já fez alguém sorrir hoje?

Bruno Amador – clique para me conhecer melhor

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