Teu short queria ir pro chão

Fazia calor e estava teu short estava pedindo para ir ao chão desde o momento que botamos o pé no bar. Você se prendeu no meu corpo como uma preguiça se prende num galho. Fui te levando pro quarto enquanto as suas investidas no meu pescoço insistiam em desviar meu caminho pra alguma parede. Não sou um cara de resistir à tentações e logo no início do corredor botei seus pés no chão.

Enquanto uma mão minha segurava as suas mãos pra cima a outra descia pra encontrar o início da camisa que você usava, cada botão tirado era uma mordida no pescoço, até que a camisa se abre e deixa a mostra todo teu corpo. Que imagem.

Sem me soltar desço com a minha boca cobrindo cada centímetro teu com meus beijos. Depois que chego no limite da minha flexibilidade começo a escorregar lentamente minhas mãos pelo teu corpo, deixo um rastro vermelho por onde passo, já posso sentir suas mão se entrelaçando na minha nuca e pressionando minha cabeça contra a sua barriga me empurrando pra baixo.

Desabotoo teu short, te seguro pela bunda e me levanto, pondo-te novamente no meu colo, suas mãos agora estavam no meu pescoço e eu digo ao pé do ouvido “vamos guardar o melhor pro quarto”, você solta um sorriso e concorda.

O silêncio na casa me incomoda, assim que entro no quarto meu celular se conecta no Bluetooth, solto a playlist “Let’s Get It On” – composta por Earned It e The Hills do The Weeknd, não preciso de mais nada – retomo meus serviços rapidamente tirando a tua camisa por completo do seu corpo enquanto você puxa a minha camiseta pra cima fazendo questão de arranhar todas as minhas costas.

Você volta a puxar meu cabelo, minha boca passeia de novo pelo teu corpo , dessa vez tirando o que sobrara daquele short, vou beijando sua coxa bem lentamente – ilustração no início desse texto – observo as tuas reações, de olhos fechados morde os lábios e segura com força a minha nuca, marcas aqui provavelmente já estão evidentes por todo os nossos corpos, mas isso será motivo de risos mais tarde.

Eu não quero apressar o que deve ser feito lentamente, “mulher é fogão à lenha”, já dizia meu pai. Demora até ficar bem quente. Volto a subir minha cabeça, desço minha mão, teu corpo começa a se estremecer e quanto mais perto chego da sua boca, melhor ouço a sua respiração ofegante.

Meu rosto sente teus pelos arrepiados, minhas mãos sobem e se entrelaçam com as suas, nossos corpos tem um encaixe mais que perfeito, quase igual ao nosso pretérito.

Torno a te pegar no colo, sento na cama e você de alguma forma consegue me virar contra a cabeceira e me jogar de volta pro colchão, você sobe até meu ouvido e diz “agora é minha vez”, repete meus passos e nossa sintonia se encarrega do resto. Segura minhas mãos enquanto se posiciona sob minha cintura, me solto, te encosto na parede, coloco a mão na tua cintura e digo baixinho no teu ouvido:

“Agora é minha vez.”

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