Entre nós

Traz o cobertor mais pra cima porque tirar a roupa com esse frio é inconcebível, se guia pelo tato até achar a minha boca. O caminho não é difícil, provavelmente já foi decorado e você nem precisaria da minha mão na nuca te indicando a posição, só que ela ali faz parte do charme. E o que seria da vida sem um pouco de charme?

Entre nós, eu sempre gostei do jeito que você sorri quando os nossos corpos se encontram, principalmente depois de algum beijo, teu riso meio de lado virando o pescoço para a minha boca normalmente precedem ações que tornariam estas linhas inapropriadas aos olhos públicos, não que isso seja problema, acho que nenhum desses tantos olhos teriam a beleza dos teus.

Entre nós, acho incrível o que você consegue fazer com a minha cabeça, me põe nas nuvens quando resolve vir brincar com as tuas unhas nas minhas costas e me traz de volta com uma mordida bem leve no lábio, aquela que eu sempre digo que só você sabe dar. E você sabe dar como poucas. Desculpa, não seria algo meu para você se não houvesse alguma brincadeira.

Criamos nós numa noite nublada e chuvosa, estava preso no bar quando você entrou sentando numa mesa bem em frente à minha logo depois de sacudir o excesso de água do teu guarda chuva, deixando respingar um pouco no teu rosto, desmanchando parte do rímel que decorava os teus cílios. Ali tive meu primeiro contato com as duas imensidões que habitam teu rosto, comumente chamadas de olhos.

Perguntei pro garçom se ele sabia o teu nome, disse que não, mas não demorou até trazer em um papel o teu nome junto com o telefone. Depois soube a verdade do que acontecera naquele dia, você achou que fosse o meu amigo que tinha mandado o garçom, nem reparou na minha presença à mesa.

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Entre nós.

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A noite avançou e admito que não lembro muito bem, mas acabamos na mesma mesa conversando sobre o que viesse na telha, discordamos um pouco sobre política e foi nesse momento que comentei que os opostos se atraíam, você riu e disse que tinha que ir embora, pedindo para que eu te chamasse depois.

E eu te chamei inúmeras vezes, comecei pelo teu nome, depois o diminui em forma de apelido e posteriormente você virou a pequena, a magrela, a baixinha. A menina que finaliza inúmeras cartas e abre tantos textos que existem por aqui. Entre nós, criamos uma história.

Agora sempre que fecho os olhos tenho em mente nossas mão entrelaçadas, como se elas estivessem com nós, lembro do teu toque e dos nossos gostos em comum para filmes e séries, lembro dos teus berros de susto em filme de terror e da sua capacidade fora do comum em sumir com o controle da televisão.

Abro os olhos e te vejo ao meu lado, sempre penso em te acordar pra poder ver o teu sorriso, mas desisto rapidamente quando lembro que você odeia que te acordem. Prefiro deixar o teu sorriso pras cócegas que te farei mais tarde ou pra quando fizermos as coisas que devem ficar apenas entre as paredes e nós.

E entre os nossos nós nos prendemos e sem querer ficamos enrolados neles e em lençóis até a fome bater ou o teu celular tocar. Ainda bem que hoje lembrei de deixar ele no silencioso. Mas vamos manter isso só entre nós.

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Bruno Amador – clique para me conhecer melhor

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