Precisamos falar sobre desinteresse

Precisamos falar sobre o desinteresse. E também precisamos falar sobre o porque de todo esse jogo na hora de querer ficar com alguém. Somos jogados numa roda aonde quem demonstrar mais sentimento, mais afeto, mais carinho, é considerado o bobo da história. Essa pessoa só tá mostrando o quanto é ingênua com a vida e o quanto ela não entende de relações interpessoais, já que ela não consegue ficar sem correr atrás de quem gosta. O que exatamente tá acontecendo com a gente?

Primeiramente, devemos voltar no passado. Será que nossos pais eram assim? A tecnologia afastou um pouco as nossas conquistas pessoais diretas. Hoje em dia, qualquer pessoa começa e termina um relacionamento por meio de uma mensagem. Não que isso não tenha um lado bom, afinal é bem mais fácil de se falar com quem a gente gosta e, por algum motivo, a distância impede de ver toda hora. É mágico, né? Estamos longe, mas estamos perto. Mas, será que esse “estar longe” não continua afetando mesmo quando estamos, de fato, perto de quem a gente gosta?

E porque pegamos um celular, vemos a mensagem de quem a gente gosta, e ignoramos por “x” minutos? Sério, porque fazemos isso? Chegamos em alguma festa e damos um “oi”mais seco pra ver se a pessoa reage e corre atrás. Aquela velha história do “pisa que gruda” é o lema das relações que existem por hoje. E vai ser isso que definirá com quem vamos ficar. Se a pessoa se apega demais, ela não serve pra mim. Ela tem sérios riscos de se decepcionar, ou ela se mostrou fraca por algum motivo fútil que nem mesmo nós que fazemos esse corre-corre do amor sabemos.

Não é difícil pensar como seria interessante se fosse diferente. Se as pessoas fizessem exatamente o contrário. Se importassem demais, mostrassem o que realmente sentem. Muitos corações deixariam de ser suprimidos por uma futilidade da sociedade que não cabe nos dias de hoje, onde a gente não tem tempo pra dizer um “eu te amo” sem ter que ir trabalhar depois de 10 minutos. Não temos muito tempo para grandes conversas, ou grandes discursos. Nossas motivações são baseadas na correria, e o amor se tornou assim também.

Eu quero serenatas na rua ao cair do luar, quero pedidos de casamento inusitados (como o que eu vi em pleno palco do show do Jorge & Mateus), quero discos sendo lançados em ode à pessoas extraordinárias, quero aquelas pessoas que saem do que é normal e não tem vergonha de dizer isso. Que fazem músicas pra quem se gosta, tocam o terror pra poder ficar com quem amam e no fim, deitam em suas camas sabendo que tudo valeu a pena.

O fim do desinteresse (ou pelo menos, de parte dele) faria um bem absurdo pra gente.

 

Lucas Fiorentino – clique para me conhecer melhor.

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