O Anti-Amor

Lembro-me bem de quando tudo começou. Foi numa noite vazia, daquelas em que você presta atenção nas luzes dos faróis, já que nada mais é interessante. Eu andava pela rua prenhe de razão, de que estava fazendo a coisa certa. E um milhão de coisas passando em minha cabeça.

Você gostava de tocar seu violão, e eu, de ouvi-la. As músicas soavam tão doces na sua voz que pareciam arranjadas especialmente pra você. Cada nota era uma poesia singular. Eu não conseguia parar de escutar, até sugeri que gravasse alguma coisa ou que se inscrevesse num reality show do tipo. Lembro do dia que mais me marcou, porque a expressão que você usou em uma de suas composições foi a que levei pra vida. Era um verso que dizia assim:

 

“Você brincou com a força da minha dor,

Me deu um gelo ao nível de praticar o anti-amor”

 

– O que seria um anti-amor?

– Não sei direito, achei que ficaria legal na rima…

Foi só isso que obtive como resposta. Eu fiquei com a ideia na cabeça, por algum motivo que desconheço até hoje. Anti-amar alguém seria odiar essa pessoa? Querer seu mal? Eu não fazia ideia.

E aqui estou, atravessando a faixa de pedestre pensando nisso novamente. Eu descobri o que era. Descobri da pior maneira. Todas as vezes que não fui correspondido por você, me levaram às atitudes que eram necessárias pra superar toda essa dor. Comecei a ficar mais seco, parei de ir nos seus showzinhos de bar, parei até de analisar suas músicas. Os versos ainda eram interessantes, mas uma briga interna comigo mesmo me fazia não querer vê-los mais. Eu deixei de te amar a força, com a única receita conhecida pelo ser humano. A distância e o tempo misturados. De longe, eu não podia te achar tão bela de perto. Com o tempo, as cicatrizes fechariam.

Perdão por parecer tão grosso as vezes, mas foi minha forma de te esquecer. Saiba que eu não te tirei da cabeça, mas já não é como antes também. Você virou uma expressão no meu vocabulário que usarei pra sempre. O anti-amor.

Lucas Fiorentino – clique para me conhecer melhor.

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