Confusa

E onde foi parar o amor? Eu não sei mais encontrá-lo. Procurei debaixo dos panos que deixei jogados pela sala. Todas as noites um pedaço de mim sumia. Sumia porque eu entregava-o a você. Hoje, eu acordei e vi que estavam comigo de volta. É bom se sentir completa, mas ser completa, sem ninguém pra compartilhar todo meu interior é um saco.

Tudo o que eu queria era ter uma máquina de escrever pra descontar minha raiva. Cansei de maltratar meus cabelos só porque gosto de você. Eles não merecem isso. Me olho no espelho descabelada e já sinto vontade de te matar. Depois de dois segundos, tudo isso passa. Não faço chilique, não sou assim. Sou muito maior do que isso.

Se era pra dar errado, que desse logo de uma vez. E se então, fosse pra dar certo, que um sinal fosse mandado pra mim. Porque o que eu vejo na nossa frente é indecisão. Meu futuro baseado numa indecisão causada por amor. Que merda, né. Eu não consigo nem imaginar se pareço ridícula. Talvez a maioria pense que sim, mas eu não ligo muito. Ligo mais pro que eu sei que senti por você.

Esqueça toda a parte ruim que aconteceu, obviamente. Quando tudo acaba, parece que é só isso que acontece. Partes ruins se tornam o principal do que a gente viveu com alguém. Só que deveria ser o contrário. Deveria ser totalmente o contrário.

Ando pelos cômodos de casa alisando os batentes das portas e olhando pro nada durante horas. Eu nunca tinha feito isso antes. Ontem deixei meu café cair na blusa, e nem percebi. Fui ver uns 10 minutos depois, só porque tava quentinho. Eu nunca fui tão avoada. Você me deixou assim, e eu não consigo pensar que seja apenas acaso de duas pessoas se encontrando por aí.

A gente ainda se fala, mas você sabe que não é a mesma coisa. Teria até como a gente se ignorar, mas não é possível. Você sabe que não é. Mal você aparece no meu campo de visão e eu já penso em querer te dar um “oi”. Me preocupo com a sua roupa, se tá bem arrumada, se é boa pra você ir trabalhar. Eu me preocupo ainda, e não é fácil ficar preocupada com a despreocupação em pessoa.

Não é como se tudo tivesse terminado, mas as coisas caminharam pra uma enrolação que confunde a minha cabeça. Sempre fui tão decidida, e hoje me pego pensando nas bifurcações que estão bem na minha frente. Com você, ou sem você? Como fazer pra escolher o caminho certo? A minha cabeça já não computa tanta informação e pensar racionalmente não é um privilégio de quem tá apaixonada. Espero que os encontros e desencontros da vida, enfim, resolvam o que mais me confunde nessa vida: você.

Lucas Fiorentino – clique para me conhecer melhor.

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