Confissão

Admito que errei quando observei de longe teus fios loiros se afastarem da minha visão sem fazer nada, fiquei imóvel enquanto te via ir embora, pensei que você seria só mais uma que iria sem dizer adeus, elas fizeram falta no início, mas ninguém é insubstituível e você se foi, se te deixei ir por orgulho? Com certeza foi um dos fatores, mas foi algo mais próximo pra burrice, não enxerguei a pessoa que havia por trás de toda aquela beleza exorbitante que é você, pensei que seria só mais uma entre as tantas, motivos para pensar isso não faltaram, você errou, porém, ao contrário de mim, admitiu e se arrependeu, veio atrás de mim implorando por perdão e eu, do alto do meu castelo e cheio de mim mesmo, barrei sua entrada.

Te tratei mal, confesso. E só me arrependi quando já era tarde demais, me arrependi quando vi aqueles olhos verdes – segundo você – cansados de tanto chorar, um pouco por minha causa, um pouco por causa de tantos outros, eu sempre te disse que era diferente, mas acabei sendo igual. Me recusei a ver o outro lado da moeda cegado pelo brilho da face que apontava para mim, agora o que me cega é o teu sorriso, renovado, exuberante, mostrando à mim que o mundo gira e você ficou por cima. Porém eu sempre gostei de você por cima, principalmente depois de umas taças de espumante.

Não fui contigo a pessoa que sempre fui com todas as outras, sempre as tratei bem, independente se achasse que ficariam por uma noite ou pela vida inteira, você só queria eu, eu queria você e mais algumas, que Eu era esse? Não sei. Mas voltei ao meu eu antigo, a maior prova disso serão as próximas palavras que você lerá: me desculpa. Eu errei e dói admitir isso, não porque eu seja mesquinho o suficiente para nunca admitir meus erros, mas sim, porque eu errei com você, e isso não se faz. Sei que esse gesto é pequeno, por isso não me contentarei com ele.

Provavelmente minhas palavras já estão manjadas por você, foram tantos textos que tua mente já se acostumou com o meu jeito. As palavras são as mesmas, assim como os personagens, mas as palavras, dessa vez, são sinceras. Tudo que eu digo é sincero, ok a maioria das coisas vai. Pedir outra chance é clichê demais, essa coisa de cão sem dono não combina comigo, pedir recomeço não existe, por ser impossível apagar o peso do passado. Por isso, não te pedirei muita coisa, não quero um ano, um mês ou um dia, me dá uma noite e se depois dela você não quiser ficar até o café, te pago um almoço.  Como você pode notar a minha cara de pau é a mesma. E ai você topa?

Bruno Amador – clique para me conhecer melhor

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