Aperto o doze

Que é o teu andar. Sem ver a hora de te reencontrar pra gente acabar aquela discussão que não terminamos ontem, ficou pra hoje. Ok, chega de Nando Reis. Apertei o doze depois de apertar o onze, minha mira após alguns copos fica meio torta, tinha acabado de sair do bar e ela estava em casa com as amigas, ela também não parecia muito sóbria no telefone, o que tornou o convite ainda mais irresistível.

Fizemos um Boys e Girls Night e combinamos que só nos veríamos no dia seguinte, mas as amigas dela queriam me conhecer melhor, tínhamos nos falado poucas vezes, então eu fui para lá às duas da manhã, interrompi o sono do porteiro e subi.

Uma das amigas dela abriu a porta berrando “O seu namorado chegou!”, ela veio correndo e disse que não éramos namorados, “ainda” a amiga dela respondeu, rimos meio sem jeito e eu fui para sala onde as amigas estavam, cumprimentei uma a uma e me sentei atrás dela, envolvendo meus braços pelo seu corpo. Elas estavam falando sobre os ex namorados e eu imaginei o que falavam de mim antes de eu chegar lá, mas enfim, me envolvi porque não gostava de alguns dos caras, xinguei junto.

Lá pras quatro da manhã, as amigas dela foram embora, ajudei a arrumar a casa, estava realmente empenhado nisso até ela me atacar- literalmente – na cozinha. Ela pulou em mim e começou a me morder, doeu, em algum momento as mordidas começaram a virar beijos e quando percebemos estávamos no sofá com um cobertor envolto em nós dois.

E do nada a campainha tocou, ela foi com a minha blusa abrir a porta e três garotas entraram no apartamento, eu perguntei meio confuso “o que vocês tão fazendo aqui?”, me responderam que só foram para casa pegar roupas para dormir, ela me olhou de longe segurando o riso e eu fiz uma cara de quem iria lhe matar, voltamos para a sala e elas começaram a perguntar coisas sobre nós.

Contamos algumas histórias e elas riam, falando que a nossa história parecia um filme, até que uma das amigas fez a pergunta que mudaria o rumo da noite. “Bruno você ama ela?” “Amo”, “Por que vocês não namoram?”, Ela ao notar que a amiga havia ido muito longe mudou de assunto, eu fiquei mudo e não encontrava um motivo para não oficializar logo, já estávamos juntos há meses e quem queríamos enganar? Todos já sabiam.

Uma hora depois dessa pergunta fomos deitar, o Sol já estava quase nascendo, elas foram para o quarto de visitas e eu fui pro quarto dela, ficamos deitados vendo o Sol nascer até que eu resolvi fazer o que já deveria ter feito. Me aproximei dela, fui no seu ouvido e perguntei “Namora comigo?”, ela sorriu, virou o rosto pra mim e respondeu: “Sim”.

No dia seguinte de manhã estávamos todos na cozinha quando ela soltou bem despretensiosa “Ah, eu e o Bruno estamos namorando”, a cozinha ficou em silêncio, as amigas dela nos olharam, “você tá falando sério ?” “Sim ué”, todas as três começaram a berrar, “Finalmente”, “Aleluia”, “Amém senhor”, elas pediram detalhes, demos os detalhes, nada demais.

Após algumas horas elas se foram, nós dois fomos para a sala, demos as mãos e nos olhamos. “Namorados?” ela perguntou, “Namorados.” respondi. Estranho seria se eu não me apaixonasse por você.

Esse é o décimo segundo texto de uma série de contos postada todo domingo chamada Nossa História (clique para ler os anteriores).

 Bruno Amador – clique para me conhecer melhor

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