No quarto

Ela entrou no quarto como uma tsunami, empurrou a porta e pulou na cama, toda risonha devido aos alguns copos de vodka perguntou se eu não ia deitar, segurei-a pela cintura e a trouxe até mim, “não agora”, passeei pelo quarto com suas pernas presas na minha cintura, entre um beijo e outro ela me perguntou se eu não ia por alguma música, liguei meu celular no Bluetooth e deixei a música rolar, a deitei na cama e vagarosamente beijei cada palmo do seu corpo, despindo-a enquanto descia a boca.

Ela acariciava minha cabeça e conforme eu descia, ela deixava de acariciar e começava a pressionar minha cabeça contra seu corpo. Ela começou a me puxar pra cima e enquanto me beijava tirava minha camiseta, enquanto tirava minha camiseta me arranhava, enquanto me arranhava me beijava, esse caos de sensações fizeram meu corpo estremecer, sentia um arrepio que começava na minha espinha e se espalhava até a ponta dos dedos.

Queria provoca-la, enquanto ocupava sua boca, arranhava sua coxa, com força, pra deixar marcas, quis retribuir o favor no meu pescoço, ela cansada de tamanha submissão resolveu virar o jogo, escorregou por baixo de mim e me virou pra cima, com seu corpo sob o meu fez exatamente tudo que eu fizera à ela. Sentia sua respiração ao pé do meu ouvido, cada vez mais ofegante, cada vez mais intensa, enquanto nossa temperatura aumentava a ofegância virava gemido, enquanto o gemido aumentava a música diminuía, entre tantos “enquantos” só nos demos por si novamente às 4.

Ela olhou pro relógio e disse: “a gente precisa dormir”, de acordo fui buscar o edredom aos nossos pés. Ela pegou o edredom todo, aquele ser magrinho, pequeno, usou quase todo o comprimento do edredom, me obrigando à ficar bem junto ao seu corpo, de conchinha. O silêncio do quarto foi interrompido pela sua voz falando que sentia fome, 4 da manhã e ela pensando em comida, com toda a calma do mundo perguntei se ela queria algo, ela disse que sim, me levantei e disse que voltaria com um sanduíche.

Ela parecia uma criança comendo o sanduíche, de pernas cruzadas sentada sob a cama com um copo de suco do lado, ela agradeceu e se deitou de novo, novamente se apossando de todo o edredom, novamente a abracei, ela se acomodou assim que a abracei, pegou a minha mão e deixou bem perto da sua boca, completamente rendido pelo que via levantei um pouco a cabeça e lhe dei um beijo na testa. “Boa noite meu anjo”, “boa noite Bru”.

Esse é o quarto texto de uma série de contos postada todo domingo chamada Nossa História (clique para ler os anteriores).

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