Nossa Bagunça

O meu lençol já voou pro outro lado do quarto e o colchão está à mostra, se bobear alguma peça da nossa roupa está voando até o ventilador enquanto você procura pela cama o teu brinco que soltou, o controle da TV provavelmente foi parar em algum universo paralelo e só o acharemos quando o segundo Sol chegar para realinhar as órbitas dos planetas, o meu armário é tão teu quanto meu, posso ver blusas suas meio caídas no cabide e blusas minhas que já viraram suas de tanto tempo que passaram na tua casa.

Meu quarto está mais organizado, você não aguentou a bagunça dele e resolveu por um pouco de ordem, até porque você teve medo de amassar uns vestidos deixados aqui para quando resolvessemos sair do nada, como tantas vezes já fizemos, foi divertido te ver dobrando minhas roupas e me xingando “é difícil por na gaveta Bruno!?”. Difícil mesmo é resistir à essas abaixadas que você dá para chegar nas últimas gavetas.

Tudo meu é um pouco teu e vice versa, na gaveta do teu quarto está esquecido meu carregador, também está lá o livro que eu eu lia até ser deliciosamente interrompido por um pulo teu em cima de mim, não sei mais qual escova de dente é minha e qual a tua, pode parecer meio estranho, mas acho que as que estão na minha casa são ambas suas e as que estão na sua são minhas, uma no box do chuveiro e outra na gaveta. Tamanho o tempo teu aqui que já posso encontrar fios teus no ralo do meu chuveiro e algumas maquiagens jogadas em cima da pia que nunca foi tão desorganizada, e olha que nessa arte eu sou mestre ein, também posso encontrar alguns rastros teus pelo meu corpo, mas isso já existia antes mesmo de você começar a passar mais tempo em casa.

Bagunçado também fica o meu estômago quando saio com você, talvez porque você mexa comigo de tal forma que eu sinto um frio na barriga só de pensar em te perder, ou, mais provavelmente, é por causa da quantidade de vodca e cerveja que ingerimos cada vez que vamos ao bar, quer dizer, que eu bebo, teus goles são gotas perto dos meus, até por isso nunca deixo a conta ser rachada igualmente, a maior parte sempre fica pra mim, seria injusto dividir igual sabendo que eu bebo e como muito mais que você.

E o caos que você instaurou na minha cabeça? Sempre tão focada nos planos futuros teve que dar um jeito de te incluir em tudo, nos textos novos, nas imagens que os acompanham, na minha rotina completamente maluca, repleta de séries e exageros em cochilos. Você bagunçou o meu sono também, meu doce sono de tarde é impedido pelas tuas pernas inescrupulosamente lisas e incrivelmente bonitas, pelo teu rosto estonteante e pelo teu beijo(não achei advérbios que possam defini-lo). Mas eu não ligo, minha vida nunca foi organizada, pelo menos agora a bagunça tem algum significado, sem sentido nenhum, mas quem precisa de sentido? A bagunça é nossa. E como é bom ser bagunçado por você.

Bruno Amador – Clique para me conhecer melhor !

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