Gravidade

A gravidade
Insiste em nos puxar pra baixo,
Ela esquece que nós dois
Não precisamos dela?
Até nossos machucados
São sem gravidade.
Se podemos chamar de machucados
As marcas que de noite
Aparecem em nossos corpos.
As marcas não duram muito,
Somem ao amanhecer.
Somem também as queimaduras,
Sempre sem gravidade,
Deixadas pelo fogo da nossa paixão.
Some a sua camisola,
Na verdade eu escondo,
Amo você com a minha camisa.
Some tudo,
Só não some essa vontade
Que eu sinto de você.
Essa gravidade…
Ela não entende
Que a única utilidade dela,
É não te deixar voar muito alto
Depois que você pula na cama.
É não te deixar ir pra muito longe de mim.
Ela sabe que eu gosto de você por perto.
As vezes ela nos esquece
E nos deixa voar juntos,
Portas fechadas e TV ligada
Vamos ao paraíso,
Mas não tarda muito
Para ela nos trazer pra baixo
De volta à realidade,
Mas ela é inteligente
Ela nos desce juntos.
Assim, quem sabe a realidade
Fique um pouco mais serena
Um pouco menos real,
Quem sabe a realidade,
Vira uma brincadeira.
Brincamos de ser sérios,
Brinco de te fazer sorrir,
Você brinca com meu cabelo,
Brincamos de ser feliz.
As vezes brincamos de brigar,
Mas sempre sem gravidade,
Porque depois,
Voltamos a voar juntos.

PS.: desculpa a falta de estrofe, a gravidade insistia em deixar tudo junto

Bruno Amador

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