Photo by:Matthew Henry

Preciso falar que foi estranho acordar sem ter uma mensagem tua enviada horas antes, já que a tua aula é de manhã. Na verdade, foi estranho primeiro dia, os outros foram frustrantes. É confuso, porque eu realmente tentei entender onde eu errei. Eu reli nossas mensagens buscando ver em que ponto as tuas respostas começaram a demorar mais que o normal pra chegarem, até que elas não chegavam mais. A conclusão foi que eu fui demais.

Não vejo como erro, até porque sempre te disse que não sabia ser metade, 8 ou 80 e aparentemente 80 acabou virando rotina pra ti. Eu já acostumei com essa coisa de fechamento de ciclos, porque é isso que as pessoas são nessa coisa de “amor líquido”, são ciclos. Começam por baixo, vão lá pra cima e depois acabam.

É muito fácil encontrar gente nova e sem querer a gente faz as pessoas virarem descartáveis e isso não é culpa tua. Todo mundo faz, inclusive eu.

O foda é que cheguei a acreditar que você era diferente. Então resolvi te dar tudo que as outras não tiveram. Te dei um pouco das minhas histórias e inevitavelmente, do meu coração. Não era uma parcela muito grande dele, mas é algo que pouca gente teve acesso até então. Em troca não te pedi muito, não queria nada muito certinho ou sério. Eu pedi cumplicidade. Que você confiasse em mim e não tivesse medo de me contar nada. E que de vez em quando, a cada dois meses vai, aparecesse por aqui. Até porque pra fazer uma história, eu preciso vivê-la.

Só que algo aconteceu. Teu interesse, antes tão evidente. Sumiu. E do nada, não parecia mais saudável falar com você. Sabe quando fica muito claro que um lado insiste mais que o outro? Foi isso. Comecei a me sentir chato, pensar que incomodo, que sou um peso, aquele cara que você olha a mensagem e pensa “de novo?”. Me desculpa, só que me recuso a ser esse cara.

Nunca fui de insistir em causas perdidas e sinto há um tempo que isso aqui precisa acabar. É chato, não vou negar. Teu contato ainda figura nos favoritos e eu sou apegado demais pra apagar teu número e chat. Só que sei a hora de deixar ir. Não vou te segurar ou te limitar, sempre te disse isso e não irei descumprir minha palavra nunca. Então decidi deixar os pequenos resquícios de ti que resolvem em andar por aqui, se apaziguarem e com o tempo irem se esvaindo.

Não vou te buscar em outros corpos, gosto de coisas novas e que venham pra ficar, não sou bom com despedidas, mas sou ótimo com chegadas.

Por favor, não espere mais as minhas mensagens ou encontrar tuas pernas passeando por aqui. Não te chamei ontem. Não te chamei hoje. E não vou te chamar amanhã. Tem meu número e sabe onde moro, sinta-se à vontade pra entrar. Só não garanto que encontrará a porta aberta. Eu realmente gostava do teu sorriso, mas não nego que posso achar outros melhores.

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Bruno Amador – clique para me conhecer melhor.

Bruno Amador