unsplash-logoHanny Naibaho
Não irei pagar de coração frio nesse texto. Desde que me conheço por gente sou muito mais emoção do que razão e isso já me levou a extremos em períodos de tempos tão curtos quanto a minha paciência. Muito habitado e decorado já foi meu coração, amores de todos os tipos. Amores leves, amores impossíveis, amores de uma semana e amores que ainda são amores, esse último é amor mesmo, o resto vou admitir que foram paixões.

Cada pessoa teve sua maneira singular de espantar um pouco a frieza que de vez em quando assola o meu peito. Algumas foram intensas como pouca gente nesse mundo pode ser, me jogando numa montanha russa que tirava meus pés do chão, tiveram as constantes, nem muito, nem pouco e assim ficaram por certo tempo. Mas eu nunca fui muito fã de normalidade e acabei seguindo caminhos diferentes de cada uma delas.

E essa talvez seja a maior graça do nosso coração, sua capacidade de se adaptar. Hoje em dia no meu peito arde uma chama, que sob cobertores vira incêndio e a distância ilumina a escuridão com a luminosidade de uma vela, não tira a escuridão do meu redor, mas me mostra sempre o caminho que devo seguir.

A chama não é alta, como algumas que já passaram por aqui foram, nem tem aquele porte de modelo que já transmiti algumas vezes nas minhas linhas. Mas ela é linda.

Cabe na minha cama e se encaixa nos meus braços como ninguém, seu corpo é um pouco frio e contrasta com o calor que o meu emite, juntos entramos em harmonia, quase sempre quebrada por alguma mão que insiste em ser boba e deixar nós dois espertos.

Seus fios são claros como o pôr do sol e combinam com o tom de verde dos seus olhos, sua pele branca me lembra a areia e falando assim até pareço descrever alguma praia, mas eu acho que ela tá mais pra campo.

Ela é uma daquelas paisagens com montanhas até onde a vista alcança, sim, montanhas. sua personalidade está longe de ser plana. Ela tem picos. E de vez em quando me joga pra cima das nuvens e me deixam. Na descida suspiro e com ela me inspirando, sorrio.

É chama, mas sob os cobertores libera um pouco seu fogo e mais calma, vira (cha)minha.

Meu deus que piada ruim. O final ficou horrível, mas a razão é nobre. Ainda não consegui imaginar um fim, com você na mesma linha.

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Bruno Amador – clique para me conhecer melhor.

Bruno Amador