A gente se deu muito bem logo de cara. Eu sou muito falante e contigo pude compartilhar cada detalhe da minha vida que de tanto andar de cabeça pra baixo já não sabe mais qual sentido seguir. Mas ao mesmo tempo gosto de ouvir, não conta pra ninguém, mas eu amo quando me mandam áudios de 1 minuto. Acho que isso se dá um pouco por causa do meu apreço pela escrita. É preciso ser bom ouvinte pra conseguir criar histórias, um bom escritor precisa entender as pessoas pra conseguir transferir a realidade pra dentro de páginas ou, no meu caso, telas.

Não demorou até nossas conversas virarem encontros e os encontros, histórias. Acabamos nos envolvendo, mas como a vida não é linear, não demorou muito até nos afastarmos.

Continuamos vivendo, conhecemos outras pessoas, mas sem perder o contato, claro. Afinal sintonia como essa não acontece sempre. Continuamos nos falando, duas ou três vezes por semana e isso mantinha vivo um sorriso constante no meu rosto causado pela leveza das tuas mensagens. Até que você entrou em provas e eu me atolei com o TCC, sem tempo pra muita conversa acabamos ficando algumas semanas sem nos falar e não demorou até um espaço se abrir na minha mente e o meu sorriso ter uma nova dona.

Sem a tua presença pra me segurar, fui de cabeça. E em três semana já dividia algumas contas de bar, restaurante e até comanda na balada com ela e foi após dividir a cama que senti meu coração bater diferente. Um calorzinho, sabe?

Chamei um amigo e disse, um pouco receoso “acho que tô apaixonado”. 21 minutos. Esse foi o tempo que durou minha paixão.

Com um sexto sentido, porque esse meu amigo não é nem teu conhecido; você me chamou.

“Oi”. Um “oi”. Duas letras foram o suficiente pra resetar a minha cabeça e eu buscar tudo que sentia por ti dentro de algum armário, inundando cada centímetro do meu corpo com saudade. Nunca fui uma pessoa de se desmontar por alguém, só que você era uma espécie de Katrina emocional e jogou todas as fundações dessa minha nova paixão no chão.

E essa não é a primeira vez, algo me diz que não vai ser a última. Super Homem tem a kryptonita, Aquiles tinha seu calcanhar, eu tenho você.

A minha história inacabada, as reticências pros meus finais, a conclusão que ainda não consegui desenvolver.

Você, com esses olhos escuros e cabelos no mesmo tom, com esse jeito moleca, toda tímida, dona de um coração enorme e um sorriso tão bonito quanto o ser que o emite. É meu ponto fraco.

Por saber que não importa o quanto te afaste o mundo vai dar um jeito de te colocar de novo aqui, desisti de tentar lutar contra. Talvez não vá ser sempre assim, sabe? Costumo te dizer que a maior graça da vida é a sua imprevisibilidade e se não fosse assim, não teríamos nos conhecido. Mas por enquanto, você é meu ponto fraco, quase uma vírgula. E vai ver por isso só consiga utilizar ela pra fechar esse texto,

.(desculpa, eu sou perfeccionista demais)

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Bruno Amador