Esse texto não é uma declaração de amor. Até porque isso não combinaria conosco, amar tem um peso que nesse momento não poderíamos suportar. Nossas vidas são diferentes, mas são os momentos em comum que fazem nós dois sermos nós dois.

Por isso, gosto de nós dois.

E da leveza que conseguimos criar. Enquanto tudo ao nosso redor tem essa necessidade de um rótulo, compromisso e dedicação, acabamos decidindo que não teríamos alguma classificação, antes de qualquer coisa nos conheceríamos e viraríamos parceiros. É muito mais fácil ir aos céus quando não existe peso te puxando pra baixo. Você de lá, eu de cá. Cada um tocando a vida da melhor maneira possível, temos muito planos e é preciso admitir que ainda não é o momento de abrir mão deles por alguém.

A distância, quando bem administrada, gera intensidade, por isso cada pequeno momento ao teu lado é tão gostoso. Por não saber a próxima vez que conseguirei a oportunidade preciso aproveitar cada segundo dela.

Mas óbvio que temos nossas singularidades. Eu gosto de você e imagino que isso seja recíproco.

Por isso é um pouco inevitável a tua bochecha não corar quando escuta teu nome associado ao meu, assim como eu tenho certeza que meu coração descompassa quando te vejo entrando em algum lugar. O mundo gira em câmera lenta quando tuas pernas passeiam na minha direção. E por favor, eu sei que você não sabe onde pôr a cara quando resolvo ir falar contigo na frente das tuas amigas.

A gente é um pouco bobo. Não tem como negar. O meu sorriso fica bobo depois que um simples “oi” teu aparece na tela do meu celular, a minha mão fica boba depois que a tua boca encosta na minha e você fica toda bobinha quando brinco com as minhas linhas e resolvo passear contigo por elas de mãos dadas.

Gosto de nós dois e da sinceridade que temos um com o outro.

O único compromisso que temos é muito simples de ser cumprido. Não seja cuzão, seguindo a ideia de não fazermos com o outro algo que possa gerar algum tipo de atrito, mantemos a paz. Uma paz que já existe há muito tempo, fazendo eu estranhar essa calmaria que reina entre nós dois, óbvio que de vez em quando tenho meus momentos de impaciência, mas costumo ser muito mais irritado do que aparento ser contigo. Talvez o teu jeito todo meigo e sutil apazigue meus ânimos sempre exaltados.

A gente combina, sabe?

Calmos e ansiosos na mesma frase, é incrível como algo que me tire do sério, te mantenha calma e algo que me mantenha calmo, te tire do sério. Acho que isso acontece pra anularmos nossas oposições e nos mantermos neutros. Eu sou apressado, você é devagar e assim aprendi apreciar algumas coisas que eu simplesmente ignorava. Comecei a observar as estrelas e ver o Sol nascer. Comecei a achar graça nessas pequenas coisas que a vida pode nos proporcionar.

Gosto de nós dois e de como fica muito mais fácil escrever quando imagino o teu sorriso no final do texto.

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Bruno Amador