Hoje o dia amanheceu mais bonito. Fiquei enrolando na cama até as costas doerem, me incomodei com a escuridão do meu quarto, há tempos que ela não me incomodava. Deixei o Sol entrar, há quanto tempo meu quarto não o via? Hoje saí da cama e fui tomar café, sem pensar em nada além de como iria fazer pro meu omelete não desmontar inteiro. E hoje o meu omelete não desmontou.

Olhei pra nossa foto como há muito tempo não olhava, não senti aperto no coração ou frio na barriga, senti uma saudade daquelas gostosas que arrancam sorrisos ao invés de lágrimas. Entendi que os caminhos diferentes foram bons pra nós dois. Hoje meu pensamento voou, como há muito tempo não voava, tudo ficou mais claro, saí do sertanejo sofrência e deixei a lista de eletrônica dominar a minha casa, cantei no chuveiro e demorei no banho, frio pra despertar o corpo, não quente pra aquecer a alma.

Hoje não tomei Coca pra adocicar a boca. Tomei água, precisava lavar a alma, ter certeza de que todo resquício de ti havia ido embora. Topei sair com meus amigos, fui no cinema, não levei casaco dessa vez, sabia que você não iria pedir, mas nem lembrei dele na verdade.

Hoje tirei as tuas blusas do fundo do meu armário, deixei na tua portaria.

Hoje não vou precisar do vinho pra dormir. Nem vou ficar trancado vendo comédias românticas, hoje reparei que existem outras pessoas no mundo e cá entre nós? Algumas são mais bonitas que você. Hoje fui pro bar, mas não bebi pra cair, fiquei mais leve e ri com as pessoas. Hoje meu riso foi verdadeiro. Hoje deitei na cama e ao fechar os olhos, não me veio nada a cabeça.

Eu até diria que te esqueci, só que algo que a escrita meu trouxe foi a memória, dificilmente esqueço e isso é algo bom, tenho um carinho por ti.

Hoje amanheci com uma certeza, eu te deixei ir.

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Bruno Amador – clique para me conhecer melhor.

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