Você foi a melhor coisa que aconteceu comigo esse ano. Sei que ele mal começou, mas tenho certeza que a minha opinião será a mesma até dezembro. E é estranho falar isso, porque embora seja bem meloso nos textos, não costumo ser assim com meus relacionamentos, sou pé no chão. O problema é que não tem como deixar o pé no chão depois que a tua boca beija a minha, os meus vão aos céus enquanto os teus se prendem na minha cintura. Numa dança só nossa a gente se encaixa e só se solta quando a sede bater. Ou você mandar eu fazer silêncio porque teu pai tá te ligando.

Não me entenda mal, não vou te pedir em casamento ou me declarar em tudo que é canto, embora saiba que você ame atenção, isso poderia te afastar e soaria até meio falso, não combina comigo. Mas pretendo te utilizar em algumas linhas, te desmontar e construir alguns contos com diversos aspectos teus. Não pedirei licença ou te avisarei com antecedência, porque amo ver a tua cara de surpresa quando se identifica nas minhas histórias.

E foram os teus olhos a parte escolhida pra te deixar sem graça nesse texto em questão. Muito clichê falar da cor deles logo de cara e poderia até fazer alguma leitora parar nesse ponto. E a gente não quer que isso aconteça, porque a gasolina que te buscou em casa foi paga com a rentabilidade (baixíssima) desse blog.

Sempre fui uma pessoa que gostou dos detalhes e em você são tantos que cheguei a achar que iria me perder. Tive certeza que me perderia ao ver as tuas pupilas atrás das lentes do teu óculos. Completamente vidrado, não sabia como reagir e só fui me tocar da quantidade de tempo que perdi ali quando você me cutucou e pediu pra eu parar de te olhar, causando uma reação imediata – típica de canceriano dramático, como você diria – comecei a encarar a televisão.

E só depois de sentir teus braços me envolvendo que voltei a te observar. Teu rosto mostrava o mesmo riso bobo que você tinha quando te conheci e um pouco mais de olheira. Os anos passaram e os rostinhos de criança começaram a adquirir feições mais sérias, só que as minhas manias continuam iguais, desculpa se eu parei de usar chupeta muito cedo e gosto de morder lábios, pescoços e bochechas alheias. Juro que é carinho.

Não irei negar. Desde a primeira vez que te vi tive uma queda instantânea por ti. Te achei linda, só que nunca me imaginei de fato contigo. Você era algo esporádico, um casinho de uma noite ou uma conversa um pouco mais bêbado na madrugada. Só que devagar, você veio vindo e como uma brisa, tirou a poeira desse móvel antigo que um dia chamei de coração.

Me mostrou que contigo as coisas voltariam a ter aquele brilho que vale a pena viver. De coração, eu deixei um pouco de lado toda a minha razão e me deixei levar. Odeio admitir coisas, mostrar fraqueza e principalmente: odeio coisas constantes. Sempre disse que mais de 3 semana seguidas já é sentimento, por isso evitava muita conversa, mas sei lá. Me senti seguro contigo. E eu espero que ao menos 4x por mês – doses maiores podem causar vício, se essa for a tua intenção eu aceito – eu possa ter um pouco do brilho dos teus olhos. Verdes.

Desculpa, mas você sabe do fraco que eu tenho por eles. E por você.

Bruno Amador – clique para me conhecer melhor

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