Sim, assisti o vídeo da Jout Jout, não chorei, mas mesmo assim achei ele uma lição de vida.

Caso você não tenha visto, uma rápida introdução. Ela apresenta um livro chamado “A Parte que faz Falta”. O livro é uma “lição” que nos ensina a lidar com as pequenas faltas que temos no nosso dia a dia e a entender que nós não precisamos necessariamente daquilo que nos falta pra ser completos. Óbvio, que existem exceções, mas o foco é nas pequenas coisas do dia a dia.

O tempo todo sentimos falta de algo em nossas vidas. Às vezes é de alguém, às vezes é de dinheiro, às vezes é de carinho. Sempre haverão pequenos buracos a serem preenchidos que dificilmente conseguirão ser todos fechados. Metade dos textos que já saíram por aqui não existiriam caso não me faltasse algo e acho que aqui mora a ideia. A falta não deveria ser encarada como uma luta, como algo a ser perseguido e completado, mas sim como um aprendizado. Aprender a lidar com os “pequenos buracos” das nossas rotinas, nos fortalece. Meus buracos viram histórias, por exemplo.

De vez em quando a parte que te faz falta, não sente a tua falta. Ou ela tá longe demais, ocupada demais, a vida, já diria Vinícius, é a arte do encontro, embora hajam tantos desencontros pela vida. E ela não é exatamente linear. Feita por altos e baixos, é extremamente interessante observar como acontecimentos extraordinários quase sempre são sucedidos por algo corriqueiro. E se você não entendeu, porque eu fui exatas demais, vou tentar explicar.

Um show incrível, quase sempre é seguido por um dia normal. Fui no show do John Mayer numa quarta pra acabar ouvindo Mc Don Juan numa balada na quinta. Isso também se aplica a coisas ruins. Um término de relacionamento, vai te jogar no chão, porém a tendência é que a vida aos poucos tenha uma sucessão de eventos que te faça voltar aos trilhos. Chame isso de Karma, Deus, Universo, Cosmo, não sei. Mas é algo estaticamente comprovado.

Uma hora vai te faltar dinheiro, outra hora não vai mais. Um dia você não vai ter uma única pessoa pra te acompanhar numa saída, no outro vai ter convite demais. É bizarro, mas as coisas se equilibram.

Nada é tão ruim que não melhore, ou tão bom que não piore. Isso tudo só me faz acreditar cada vez mais que aquela frase clássica do Tom Jobim “É impossível ser feliz sozinho”, esteja parcialmente errada. A gente é completo por si só e não precisa de alguém para nos fazer feliz. Até porque, sempre gosto de lembrar que dificilmente estamos de fato sozinhos. A gente tem um celular, essa coisinha pequena que nos proporciona tantas emoções.

As coisas que fazem falta, eventualmente acabam voltando. Às vezes com outros rostos, outros perfumes, outros tamanhos e principalmente, com outras histórias. A única constante na tua vida é a tua companhia, então aceite as faltas e aprecie esses momentos de solidão. Leia, escreva, cante, assiste série, filme, vai num restaurante, na academia, não sei. Mas é essencial que você se sinta bem com si mesma.

Melhor do que ser completado por alguém, é transbordar. E só transborda quem é copo cheio.

Desculpa se o texto ficou muito confuso, nunca fui muito bom com conselhos, mas espero que tenha gostado :).

Bruno Amador – clique para me conhecer melhor. No Instagram e Twitter: @brunoamador

Bruno Amador