Ela me falou com aqueles olhos verdes enquanto envolvia os braços na minha cintura. Sorri, meio bobo com a visão que tinha e disse “ainda bem”. Não entendeu muito bem na hora o porquê eu disse isso, mas sorriu como resposta.

É que se eu não fosse alto, você não conseguiria me ver chegar de longe e não me receberia com esse riso bobo, sem graça e tão sincero que até esqueço que a menina por trás dele fala como uma metralhadora (umas 200 palavras por minuto). Você não precisaria se esticar pra chegar na minha boca ou eu não precisaria abaixar pra encostar na tua. O meu corpo não iria cobrir o teu ao deitar e boa parte da graça de dividir a cama contigo reside no fato de que a tua cabeça se alinha com o meu peito sem deixar seus pés pra fora da coberta, já que o seu corpo é do tamanho do meu tronco. Difícil entender essa ultima parte, guarda algum horário nas próximas semanas pra eu te demonstrar melhor essa parte, ok?

Por eu ser alto você consegue olhar pra cima enquanto eu olho pra baixo e vejo o tom de verde (mar caribenho) que seus olhos têm. A luz reflete neles e dá um brilho especial ao momento, que por si só ficaria marcado.

A minha altura possibilita que eu te chame por apelidos carinhosos como pequena ou baixinha, mas como esse tipo de melosidade passa longe daqui manterei anã ou encosto, até porque, por ser baixinha, você fica muito fofa tentando ser brava. Bravinha, na verdade.

Por você ser pequena fica mais fácil te colocar nas minhas linhas, já que não ocupa muito espaço e posso produzir textos curtos, mas (assim como você) extremamente bonitos. Provando que os melhores perfumes, remédios e beijos vêm em pequenos frascos e doses fracionadas. Já que o abuso pode causar dependência.

A gente se equilibra. Tão diferentes encontramos certa graça nas nossas oposições. Você pequena, eu grande, em todos os aspectos possíveis. Você é delicada, leve (ao menos na aparência) e eu tão robusto e pesado, encontrei sutileza em meio ao toque dos teus lábios. Você lenta e eu ansioso, veio como uma dose de xanax inundando a minha mente com o teu slow motion. Você sempre balada e eu tão preguiça, acabei saindo da cama só por imaginar o teu perfume. E mantendo a linha de pensamento, sempre que eu suspirar, você me inspira. Acabou ficando mais bonito escrever quando as palavras acabam por me remeter à você.Você é alto né?

Bruno Amador – clique para me conhecer melhor. No Instagram e Snapchat: @brunoamador

Bruno Amador