Admito que foi estranho receber mensagens tua no snap do nada. E depois ver a tua foto aparecendo no meu whatsapp até madrugada. Completamente maluco em questão de semanas eu já saber alguns dos teus medos, parte do teu passado, presente e aspirações pro futuro. Não sei se pode se chamar de química, mas alguma coisa naquele monte de áudio, mensagem e foto encaixou.

Então eu resolvi enrolar, não por ser lento, ou díficil, é que eu me assustei. Há algum tempo não conhecia alguém assim, legal. Todas as garotas que entraram na minha vida nos últimos anos tiveram alguma coisa que tornava-as insuportável depois de um tempo e esperando pra essa coisa aparecer fiquei uns 6 meses te cozinhando. Só que ela não aparecia. E os dias avançavam, as tuas fotos apareciam no meu feed, teus olhos começavam a aparecer nas festas e foi depois de beber, como todas as vezes que te encontrei, que decidi. Era hora de tomar alguma ação.

Não demorou até o primeiro, segundo, terceiro e todos os consequentes beijos aparecerem. Desculpa, sou um pouco carente bêbado, embora a sucintez das minhas mensagens não demonstrasse isso. Mas é aquilo né, tudo que eu escrevo tem um pé na verdade e vai dizer que o cara que aparece nessas linhas parece o cara que as escreve? Pois é, isso aqui é uma parte de mim escondida, guardada à sete chaves que pouquíssimas pessoas tiveram acesso até então.

E foi depois desse dia que as tuas pequenas loucuras começaram a aparecer no meu dia-a-dia.

A começar pela tua constante inconstância. As tuas mensagens mudam de uma metralhadora de áudios para respostas monossílabas em questão de minutos, isso sem falar na sua constante habilidade em quebrar os momentos que eu tento construir mandando fotos em momentos completamente não compartilháveis antes de no mínimo uns bons meses de namoro. E caso quem esteja aí desse lado da tela tenha pensado besteira, saiba que as fotos são sim no banheiro, mas na privada.

E como não comentar sobre a tua variação de modos. Saindo do “amei o meu cabelo” pro “cansei quero mudar” em menos de 7 dias. Ou da garota super focada na dieta; “Só comi uma salada hoje no almoço” para o “jantei coxinha” em questão de horas.

Fui gentil no título pra não afugentar o clique. Você não é meio maluca. Você é completamente maluca, inconstante, confusa e – de vez em quando – insuportável. E por favor, não leve isso como uma crítica porque sei que também sou assim. O meu bode das pessoas surge no almoço, vai embora na janta e volta a aparecer quando eu vou fazer xixi na madrugada (fazer xixi, não mijar, por favor aprende). Minha vontade de responder mensagens é tipo aquela música do Drake “0 to a 100 real quick”.

Só que, ao menos no teu caso, isso tudo é compensado por esses olhos tão bonitos que eu fico imbecil quando encaro eles. Você realmente acha que eu tava bêbado sábado? Fiquei bobo nos teus olhos e completamente idiota depois do teu beijo. Essa porra de beijo que tem algum composto que vicia, um tapa na cara de dopamina que me deixa completamente refém das tuas mãos conforme elas se envolvem no meu pescoço e me levam de volta pra mais uma dose. E se não bastasse isso tudo, entre um beijo e outro você resolve mostrar esse sorriso.

Não um sorriso qualquer, mas um daqueles sorrisos bobos, gostosos, sinceros, que saem sem você perceber. E me deixam mais idiota ainda.

Você é meio maluca e de coração, não merecia aparecer aqui de novo. Só que eu tava sem ideia. Então resolvi apelar pro sorriso que tava mais fácil na cabeça.

E pra um dos mais bonitos também.

Agora pode tirar ele do rosto, guarda pra depois que você me beijar de novo.

Bruno Amador – clique para me conhecer melhor. No Instagram e Snapchat: @brunoamador

Bruno Amador