Ela é do tipo que só fica até o amanhecer se o porre foi tão grande que a impossibilitou de ir embora, ou se a noite foi tão longa que virou dia. Dormir de conchinha é impensável, a não ser que o inverno destrua seu calor, ou que ela esteja numa dessas noites carentes.

Dificilmente você a verá beijando mais de um na balada ou festa, ela é contida, não necessita de alguém, mas acredite, quando ela quer, ela consegue. É chama, quente como poucas. Provoca ciúmes nas namoradas e caso você namore uma, evite ser demais. Grudar demais, prender demais, falar demais. Desconfiada e atenta, ela é minuciosa e vai reparar no teu tom de voz se você aprontou ou não. Não apronte. Não minta, mas também não a chame de gorda. Nem de brincadeira, é sério.

Possui um poder de argumentação fora do normal, quando não te convence com palavras apela para os teus sentidos, ela te convencerá a ir numa churrascaria se você for vegetariano e se você duvida, é porque você nunca a conheceu. Dificilmente deixa seus sentimentos transparecerem, ela é sombria e na escuridão faz seu show, com as luzes apagadas te mostra que não é preciso ser a primeira vista para se apaixonar. Não é preciso vê-la, basta senti-la.

Não tente prendê-la, gosta da liberdade. Se tivesse asas voaria pelo mundo e não te deixaria nada além de saudade e uma vontade imensa de acompanhá-la. Você pode até tentar, mas seu ritmo é acima do normal, é necessário prática, anos de voo para poder talvez segui-la, mas novamente, fique longe, ela gosta de espaço.

Dona de uma boca que mais parece um santuário irá te fazer duvidar da existência de Deus, porque esse ser, não pode ser criação divina. Ela é o caos. Seus passos são lentos, mas objetivos. Não busca o caminho mais curto, ou longo. Ela busca o mais divertido.

Por ser o caos é um prato cheio de inspiração para os meus textos e vida. Se Cazuza quer a sorte de um amor tranquilo eu quero ser azarado, quero emoção, adrenalina. Alguém assim, como ela, proporcionará as melhores histórias que podem ser escritas (e vividas), provavelmente envolverá álcool, unhas e dentes.

Por ser difícil ficar mais do que uma noite, estar com ela é um desafio. E eu sempre gostei de desafios. Não é por nada, mas monotonia me cansa.

Sempre fui o tipo de pessoa que deixava para tirar aquele 9,5 em matemática na última prova do ano, gosto da emoção e emoção é seu apelido. Ela é o caos, deixou minha vida de cabeça pra baixo e um vermelho bem discreto no meu pescoço. E puta merda, eu amo isso.

Bruno Amador – clique para me conhecer melhor. No Instagram e Snapchat: @brunoamador

Bruno Amador