Num mundo onde todos os caminhos eram tortuosos e frios, você apareceu como uma sinaleira no horizonte, com uma luz tão imensa e brilhosa, que cortou a névoa que me cegava, deixando se ver o que o destino me guardou. Era você mesma, ali parada, como se estivesse pedindo carona para mim. Eu não tinha carro, não tinha nada, tinha apenas meu corpo e o peso todo que a vida deixou sobre ele. E isso foi o bastante pra que você olhasse para mim de uma maneira diferente da que os outros me olhariam durante todo esse trajeto.

Ao lado, eu pude ver quem concordava comigo. Pessoas conhecidas e pessoas que nem conversava direito, mas todas me apoiando. Não entendia muito bem o porque no começo, afinal quem torce por um casal tão aleatório assim, a não ser que sejam aqueles de TV? Eu mesmo, nunca consegui ter um afeto ou qualquer tipo de laço com os casais que vi passearem de mãos dadas pelo parque perto de casa. Mas, você era especial. Não era necessário te conhecer para que se percebesse isso. Seu caminhar emanava uma energia que contaminava de maneira boa todo o ambiente em que se encontrava.

Junto comigo então, era melhor ainda. Talvez eu ache um pouco estranho espalhar essa felicidade toda para pessoas alheias, mas quando paro pra pensar que é uma habilidade única, isso me conforta demais. Fazemos a diferença no mundo, nem que seja uma microdiferença que quase ninguém irá notar.

Seu jeito de me salvar me cativou. Eu não era bem o exemplo que seria dado para as crianças sendo formadas na pré-escola. Nunca fui bom em nada que não fosse muito específico e nunca me esforcei para que tudo desse certo. Mas, o que é dar certo, se não for com quem a gente ama? A eles, todo o sucesso do mundo, mas de nada isso adiantaria sem o amor. Eu nem me moveria sem o amor.

Eu não me movo sem você, não me movo sem amor, só andava em círculos antes de te conhecer. Obrigado por ser um rumo na minha vida.

Lucas Fiorentino

@lucasfiore_

Lucas Fiorentino