Deixa de lado essa tua vergonha e vem me mostrar todos os teus segredos. Mostra que a tua elasticidade tá em dia e se envolve no meu corpo dominando cada palmo do meu peito. Morde meu pescoço daquele jeito que só você sabe morder e me fala baixinho a cor da tua lingerie.

Preta. Pra combinar com a tua unha e olhos escuros, pra combinar com a luminosidade do quarto e contrastar com o meu cobertor amarelo. Joga o teu cabelo pro lado enquanto eu mirar o teu pescoço e tenta esconder tua cara quando minha mão for aos poucos te descobrindo. Você nunca gostou de mostrar teus pontos fracos e conforme eu avanço, eles se revelam.

Tira a tua blusa e eu me encarrego da calça. Pode ficar deitada, porque, de pé, você vai cair.

Faz frio lá fora, mas aqui dentro o ambiente acabou climatizado pelo nosso calor. Pelos teus beijos quentes e toque incendiário deixando em êxtase cada pedaço de mim. Meus pêlos se arrepiam conforme tuas unhas cravejam minhas costas e sobem, bem devagar, até a minha nuca. Tua cara de quem gosta do que vê me provoca e faz eu ser mais ativo nessa nossa dança.

Te encosto na parede pra te ouvir suspirar porque ela é fria e você incadescente. O calor vai aumentando e eu jurei ter visto uma uma gota de suor passando pelo tua perna. Mas alguns minutos depois descobri que aquilo não era suor.

Fiz do teu corpo território e conquistei de pouco em poucos os pedaços até reencontrar a tua boca. Brinquei com o teu lábio e não resisti ao teu encanto. Me vi rendido sob o teu olhar e conclui que seria bem cuidado quando a tua cintura parou no meu colo.

Viramos chama e nos fundimos em um só enquanto os ventos uivavam entre os prédios. Te envolvi nos meu braços e com uma mordida na bochecha te arranquei um último sorriso. Deitei ao teu lado e senti o teu perfume me invadir. Suspirei pra acalmar o coração. Me inspirei, pra te pôr nas minhas linhas.

Bruno Amador