Esses dias me falaram que eu tava te enrolando. Me perguntaram quando ia te “assumir pro Brasil” e sair desse debaixo dos panos que estamos há meses. É como se ninguém entendesse a gente, todo mundo é muito apressado e por isso eu ri e respondi na maior sinceridade possível: “A gente ainda tem tempo“. E na real tempo é o que não falta, enquanto o mundo ao nosso redor passa voando a gente criou um em paralelo que vai devagarinho, ditado pelo ritmo dos nossos beijos, dos teus passos, da tua dança, do teu tempo.

Devagarinho vamos nos descobrindo e conhecendo as nossas peculiaridades. Os desejos, os medos, os lugares que causam cócegas, os que dão arrepios e os que acalmam. Esse último é o mais fácil de descobrir vindo de mim, a resposta é bem clichezona mesmo. Qualquer um perto de você. E até por isso, talvez, não seja bom eu ficar perto de ti o tempo todo. Eu deixaria de ser eu, perderia minha impaciência que caracteriza minha personalidade.

Cada beijo teu me faz parar no tempo. É sério, é como se os teus lábios carregassem uma dose de frontal. Calmante e deve ser tomado em pequenas doses devido ao risco de vício, foda que eu costumo ignorar avisos e quando me toquei tava completamente viciado. No teu beijo, no teu cheiro, no teu toque. Viciado em você.

E é até meio irônico eu falar isso, tempo pra mim sempre foi algo curto. Sou muito ansioso e sempre quero tudo na hora, beijos, encontros, abraços, amor. E provavelmente por isso meus relacionamentos ficaram cada vez mais curtos com o passar dos anos, eu dou tudo de uma vez e em pouco tempo chega uma hora que fico sem nada. Fico sem nada. Fico sem tempo. Mas sei lá, falar que contigo foi diferente seria uma mentira, foi igual, exatamente igual, o mesmo eu com os mesmos exageros.

Só que algo em ti fez essa minha “gordura” que eu tenho pra dar, ser maior. Talvez por estar mais gordinho. Eu continuo dando tudo de mim, mas esse “tudo” se transformou em pequenas parcelas de algo grande. De algo gigantesco e aparentemente atemporal.

Não vou falar infinito porque a única certeza que eu tenho na vida é a minha inconstância. Ou melhor, nem essa certeza tenho mais. Virei uma constante, um idiota esperando o final de semana ou um tempo livre pra sair correndo atrás do teu beijo, do teu cheiro, do teu toque. De você. Até os parágrafos começaram a ficar repetitivos depois que as tuas pernas resolveram passear por eles.

Um tilt na minha cabeça faz os meus pensamentos te buscarem o tempo todo, quando ouço música, quando vejo algum filme, quando maratono qualquer série, não importa o que eu faça de alguma forma eu acabo pensando em você. Não que seja uma obsessão, tá mais pra uma espécie de lugar de conforto. Quando o tempo fecha é você que consegue fazer o Sol voltar. Já devo ter te dito isso, mas você é luz.

Talvez por ser luz, você consiga, de alguma forma, ser tão rápida quanto o tempo. Esticando-o, encurtando-o, dobrando-o como bem entende. Eu sempre te achei lenta demais, mas vai ser é só a minha ansiedade.

Porque, morena, só isso explicaria a gente – assim como nesse texto – ainda ter tanto tempo.

E que ele não acabe tão cedo.

Bruno Amador – clique para me conhecer melhor

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Bruno Amador