Recomendo ouvir essa música enquanto lê o texto 🙂

Esses dias sonhei contigo. A gente tinha marcado de se ver aqui em casa, mas quando você chegou brigou comigo e se recusou a me beijar porque eu tinha raspado o cabelo. Meu charminho tava te convencendo quando meu despertador tocou. Acordei mais feliz – e era uma segunda-feira – pelo simples fato do meu dia ter iniciado com algo que te envolvesse. Fiquei meio melancólico durante a semana e comecei a sentir saudade. Não de ti em si, não só de ti, mas de tudo que a tua presença agrega à minha vida.

Saudade… Há muito tempo alguém não me causava isso. Um sentimento meio louco esse né? Aumenta a paixão com a distância, relembra do nada de momentos que você jurava ter esquecido. E como eu sinto saudade de ti.

Senti falta da tua vagarosidade e de como ela vem batendo de frente com a minha ansiedade. Enquanto eu tô a 100 por hora, você vem a 50 e me mostra que a vida é mais gostosa se vivida devagarinho. E é assim que você vem me conquistando, devagarinho sinto tua mão sob a minha e teus braços se envolvendo em mim, de pouco em pouco teu perfume me invade tornando inevitável eu não ficar completamente na tua mão após alguns minutos ao teu lado. Não que seja ruim ficar na tua mão, tão gordinha e delicada, desliza pelo meu cabelo e me faz sentir criança, jogando pro lado toda a tensão que eu vivo durante a semana.

Você é como uma terapia.

Sem falar nada resolve todas as minhas aflições e me deixa num estado de transe, minha irritadez, grosseria e nervosismo ficam de lado quando estou contigo. A única coisa que não abro mão é a minha chatice, como você faz questão de me lembrar a cada meia hora. Sabe esse sorriso que você deu agora? Puta merda, como eu sinto falta dele. Sinto falta da tua boca e de como ela além de falar (muito), ela beija, e beija (muito) bem.

Das tuas bochechas vermelhas e empurrões que você me dá quando eu fico te olhando por muito tempo, “é proibido olhar?” eu falo, “olha o filme”, você replica. E nessa briga a gente fica até eu te ver ir. Nessa hora você não costuma brigar se eu fico te olhando, sabe que seria maldade me privar desses últimos momentos com o teu andar à minha vista. Desengonçada, sinto falta da tua dificuldade em achar uma posição para conseguir ficar deitada enquanto me beija sem se afundar nos travesseiros. Isso sem falar de como você fica fofa com os fios de pé quando levanta pra arrumar a blusa.

Cinto saudade da tua cintura, e esse c no início foi proposital porque eu queria brincar com cinto e sinto. Desculpa.

E como não ter saudade da tua voz? Sei que ela é meio estranha, mas ela fica linda com todas as alterações de entonação que em uma frase você consegue fazer. É demais te ouvir falar. Dispersa como ninguém, você começa a se falar e se perde. Repara num quadro da parede, numa sujeira na mão, numa pinta que ainda não tinha visto e perde completamente a frase. Teus áudios são parcelados, não porque as frases são longas, mas porque cada um deles tem uma pausa por motivo diferentes. Alguns é porque você tá caindo da cama, outros porque uma borboleta apareceu e os melhores são quando o celular cai na tua cara. Você saiu de alguma sitcom americana, não é possível que uma combinação genética gere alguém assim.

Saudade do teu jeito simples. Do teu jeans rasgado e tênis, do teu sorriso meio de lado, do teu cabelo que insiste em cair no rosto e do teu jeitinho tão gostoso e único de ver o mundo.

Senti saudade de cada aspecto teu, mas vou fechar com algo diferente, só pra te provocar um pouco e te deixar sem graça sabendo que todas as tuas amigas vão ler.

Saudade das tuas curvas e de como é gostoso senti-las com a palma da minha mão deslizando por elas, corpo sinuoso, com trechos perigosos. Perigo de perder o controle e começar a gostar demais. Pensar demais. Sentir demais. E eu sei que às vezes parece que eu só escrevo essas coisas pra parecer fofo, mas entende uma coisa, morena.

Escrever é minha sina, eu gosto mesmo é d’ocê.

Bruno Amador – clique para me conhecer melhor

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