Quem gosta arruma um jeito é uma mentira. Nem sempre as coisas acontecem de acordo com o planejado e o tempo é curto pra quase todo mundo. O que é bom e ruim ao mesmo tempo. A escassez de tempo faz com que cada segundo seja precioso e bem aproveitado, tornando a companhia mais gostosa. Mas a mesma escassez pode afastar e aos poucos ir minando relações.

E foi isso que aconteceu com a gente.

Juro que eu nunca fui de muita cobrança ou de pedir rótulos em relacionamentos. Um carinho, passar a noite vendo Netflix, jantar em algum japa, ou só um cinema mesmo. Não preciso de muito, coisas simples me deixam feliz, como eu era quando te conheci e fui te conhecendo melhor.

Expansiva, em poucas semanas dominou meu dia a dia e acabou virando uma constante na minha roda de amigos, já que toda vez que eu estava com eles, era o teu nome que aparecia na tela do meu celular. Era lindo. Você era linda – ainda é – nos entendíamos e acabávamos concordando em tantos gostos que por dado momento jurei que falava com a mãe dos meus filhos. Pois é, andava muito com o pé no chão e esse teu sorriso idiota me permitiu sonhar de novo.

Te botei nas minhas histórias e as minhas linhas começaram a ganhar um pouco da tua calmaria. Mais vírgulas, mais pontos, mais beleza. Um aspecto que sempre te diferenciou era a beleza que você via em tudo. Acreditava na humanidade, por alguns momentos chegava até a ser inocente demais. Até por isso tudo, absolutamente tudo que você fazia era belo. Teu jeito era meio sem jeito, meio desengonçada você esbarrava em tudo e numa dessas acabou esbarrando no meu coração.

Só que o verão foi acabando.

E conforme abril se aproximava a nossa relação esfriava junto com o tempo. Enquanto as folhas ao redor caiam, as tuas mensagens desapareciam. Assumi que era algo normal e continuava a sonhar, fazer planos, ser meio bobo como sempre gostei de ser. Ainda gostava de te ver sorrir e buscava ser a causa dele. Queria ser uma espécie de Porto Seguro, para-brisa pra todo as turbulências que a vida pode dar.

Só que a tua agenda, que sempre foi cheia, começou a tirar aos poucos o encanto que tinha por ti.

As semanas consecutivas de desculpas e essa dificuldade extrema em conseguir a tua companhia comprovam o que uma pontinha de mim sempre soube. Tua agenda é cheia demais pra mim. Cheia de você.

E eu sempre preferi “nós”.

Bruno Amador – clique para me conhecer melhor

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