Chama atenção de longe pela pele morena, se destaca ainda mais com o branco do sorriso complementado pelas pulseiras decorando seu braço de pele macia. Conforme você se aproxima fica cada vez mais clara as suas bochechas rosadas. Nascida em plena primavera a natureza encarregou-se de pôr cada espectro da aquarela nela. Olhos pretos, cabelos castanhos e pele dourada.

Se fosse uma criatura dessas mitológicas, poderia ser uma sereia. O mar é o seu lugar e possui a capacidade de encantar qualquer cara. Moraria na praia se as amigas não tivessem na cidade, precisa delas para viver. Mas a moleza na fala não nega a ascendência litorânea no seu DNA.

Sua fala é gostosa, entra leve nos ouvidos e é capaz de te fazer flutuar ao fechar os olhos. O gingado no andar acompanha a sua cintura, sempre alvo de olhares tão bobos quanto a cara dela depois de receber algum elogio. Com um simples toque da sua unha, com esmalte por fazer, ela consegue te arrancar suspiros. Com um beijo, te deixa completamente sem ar.

As covinhas são um prêmio para quem conseguir fazê-la sorrir e chegam a competir com o troféu principal, o som da sua risada. Seus olhos ficam semi fechados enquanto tudo isso acontece, como se guardasse o melhor pro final, porque quando eles se abrem, brilham como duas pérolas.

Sua combinação particular de gírias a fazem única e entendê-la por vezes é um desafio, tão desafiador quanto se fazer entender. Às vezes eu juro que aquela cabeça funciona à manivela. Sempre a última a rir das piadas e entender trocadilhos solta um riso sem graça quando a ficha cai.

Sem graça seria falar dela sem citar o seu sorriso mais de três vezes. Vou deixar o quarto aberto em todos os sentidos possíveis.

Esperando por ela. Não demora, morena.

Bruno Amador