Aprendi que em terra de catuaba quem tem Skol Beats é rei. Que Skol Beats é uma bebida importada diretamente do inferno, feita pelo capeta em pessoa, compondo a trinca do mal (cerveja e catuaba são as outras integrantes) e é a base de qualquer feriado prolongado – Corpus Christi, tudo bem? – 3 cervejas por 10 é o melhor preço que você vai conseguir e não ouse jogar fora um ml dessas latinhas porque é bizarro como o dinheiro voa no carnaval.

Que acordar acompanhado é bom pra cacete, mas experimenta acordar do lado de uma garrafa de água.

Dormir mais de 4 horas numa noite é luxo, até porque você vai deitar às 7 da manhã e precisa estar de pé até o meio-dia se não quiser perder algum bloquinho ou as poucas horas de praia antes da festa que vai ter mais tarde. Que todo mundo tem aquele amigo que durante o trajeto até a festa vira melhor amigo do Uber e acaba contando a vida inteira pro cara e que você vai desistir de ficar na porta da festa, porque o transito no 1km final é inconcebível.

Que a novinha é terrorista e especialista – mensagem que foi dita no mínimo 5x por dia – que a boca fala e beija, que o meu fechamento é você mozão (dito apontando pra pessoas que eu não conhecia), que eu prefiro estar solteiro, assim elas vão querer e que não importa se você partiu o meu coração, porque agora vai sobrar um pedacinho pra cada esquema. E eu queria ser um pedacinho do esquema da Anitta.

Aprendi a apreciar as pequenas coisas, como um prato de comida por menos de 20 reais, as ofertas do McDonald’s e o cachorro quente na saída da balada com refrigerante por 4 reais, aprendi que seu coração pode se apaixonar mais de 10x por dia, principalmente depois das 15h e das 3h da manhã.

Aprendi que vergonha é algo subjetivo se você estiver com amigos piores que você, que é possível ser feliz sem exagerar na bebida, ou sequer beber. Que todo mundo fica mais bonito fantasiado, ou a teoria das 3 horas está em ação e todo mundo fica mais bonito do mesmo jeito.

Aprendi que o calor + tinta formam uma combinação meio nojenta e suspeita. Que viajar é bom, mas nada nesse mundo se compara à sua cama.

E quase esqueci; aprendi que glitter é algo que não sai do corpo, da cama, da casa, da sua alma, de jeito nenhum. Aprendi a conviver com isso, porque é melhor aceitar do que lutar contra. Ano que vem tem mais.

Glitter e carnaval.

Bruno Amador – clique para me conhecer melhor

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