Eu vou ser clichê pra cacete no início do texto, mas para de levar tudo tão a sério. Você pode odiar funk, sertanejo ou pagode. Achar que esse tipo de música não tem conteúdo, não faz sentido ou não tem criatividade. Mas e daí? A gente ocupa nossa cabeça com tanta coisa hoje em dia que chega na hora de alguma festa é isso que eu quero ouvir. Eu quero pegar “deu onda”, colocar no som e apontar pra qualquer garota na festa berrando pra todo mundo “Meu fechamento é você mozão”, porque viver anda chato pra cacete.

Foda-se que meu pau te ama é muito pesado, a gente ouve coisa pior todo dia, eu quero rir da bendita música. O entretenimento serve pra isso, pra nos fazer rir. Desculpa se eu não to nem um pouco afim de ouvir uma playlist da Legião Urbana no meio de uma festa, só que ali não é o lugar pra isso. E ouvir ou ver coisa idiota não me faz burro, muito pelo contrário.

Tem textos aqui no site que todo mundo gostou, que foram escritos ao som de funk apenas porque eu tava me divertindo enquanto escrevia. Esse entretenimento “lixo” alivia a nossa cabeça e nos estimula a seguir em frente. Cada louco com a sua mania, tem gente que chega em casa e coloca South Park na televisão, tem gente que coloca House Of Cards. Cada um cada um, desde que você esteja tirando a cabeça desse turbilhão de informação que a gente recebe todo dia.

Ninguém mais posta uma foto, a gente edita, pede opinião pra amigo, pensa durante longos minutos na legenda é tudo muito superficial e quando todo mundo pode ser ele mesmo vem alguém cagar regra? Ah, na moral, meu pau te ama. Vai se divertir sem medo de alguém te julgar. Posta um vídeo porque achou ele engraçado, compartilha corrente no Facebook se isso te faz feliz – só não exagera – dane-se o os outros pensam desde que isso te faça bem.

Não é porque eu tô cantando “se essa boca aí, ela só fala ou também beija?” que eu tô perdendo meu QI. Eu só tô me divertindo numa sexta à noite. Só. Esses dias eu coloquei uma comédia do Adam Sandler no Netflix e eu gostei pra cacete. Cansei de tanta série com conteúdo de doer a cabeça, às vezes é bom descontrair. Existe uma frase que caiu no gosto popular e diz o seguinte: ninguém faz amigo bebendo leite.

E eu nunca fiz ouvindo Beethoven.

Bruno Amador – clique para me conhecer melhor

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