Onde a gente se conheceu tinha barulho demais, afinal rave é pra isso mesmo não é? Pra ter som bem alto dando espaço para as vozes se calarem e só o corpo falar. E o meu te desejou desde o instante em que eu te vi, você com sua altura, voz e sotaque formavam o combo perfeito para eu me jogar e te agarrar ali mesmo na multidão. Contudo, naquele dia eu tinha prometido a mim mesma que não ficaria com ninguém, estava procurando algo um pouco mais consistente, me encontrava farta dessas relações relâmpagos cheias de corpo, vazias de alma e tão preenchidas de nada.

E para não ceder a tentação me afastei, e fui dançar bem longe de você. Meu braços esbarravam nos que estavam ao meu lado, meus calcanhares tocavam o chão apenas para dar impulso para eu ir um pouco mais alto, mas meus olhos me traíram porque a todo instante cruzavam com os seus. E numa conversa sem palavras a gente se aproximou, e a harmonia do não encontro dos nossos corpos me embalou numa atmosfera de graça, meu peito inflamava com um sentimento que poucas vezes experimentei: Encanto.

E quando a noite virou dia, o dia virou tarde e a tarde virou noite de novo, fomos embora. E a gente não ficou, mas isso só de meu a oportunidade de te conhecer de um jeito pouco convencional, de certa forma até mais primitivo. É que quando as pessoas tem oportunidade de falar de si mesmas elas se preocupam tanto em agradar, em apresentar apenas o melhor que acabam por criar mascaras que futuramente deixam de sustentar, gerando assim frustrações por não serem aquilo que parecia de inicio. E aquele ambiente impedia que criássemos barreiras, que fossemos inverdadeiros com nossa personalidade ou que começássemos jogos de manipulação tão comuns nessa geração do “desapega”, ninguém estava ali para agradar estavam todos afim de se divertir. A graça era a espontaneidade de dançar e pular na companhia de um bando de desconhecidos que se conectavam pelo clima e pela música.

E ficar ao seu lado sem te tocar me deu a chance de te olhar e admirar a alegria do seu rosto quando a música soava grave, a agitação do seu corpo quando o DJ soltava a melhor batida e o sorriso que surgia ao ver que estavam todos descontraídos. Te achei foda, fiquei extasiada. Depois de tudo noto que a beleza daquele fim de semana é que ficamos juntos flertando entre nós, com a musica e com toda a harmonia que havia a nossa volta. Já a única desvantagem foi que a gente não ficou (ainda).

 

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Manoela Amaral – clique para me conhecer melhor

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