“O que a gente tá fazendo?” Disse ela com aqueles olhos verde-mel (é impossível saber a cor deles) me encarando e eu não sabia o que responder. Não sabia o que estava fazendo desde o dia que a beijei pela primeira vez há uns anos atrás. Era tudo muito turvo, muito confuso e a gente era muito novo, mais novos do que somos agora pelo menos, tinha muito tesão, muita mão, muita unha e muita gente olhando. Então tivemos que nos conter.

E eu não sabia muito bem o que estava fazendo quando te chamei no dia seguinte e em todos os depois. Quando fui na tua casa na semana seguinte e acabei tendo que sair de fininho, esquecendo minha blusa em cima da cama, porque seus pais chegaram antes do previsto. E eu te chamei quando cheguei em casa, você só respondeu no dia seguinte e depois demorou mais um dia pra me responder, eu comecei a enrolar, não sabia o que estava fazendo e você sumiu.

E eu fiquei sem saber o que fazer.

Segui minha vida, conheci novas pessoas, novas aventuras, novas histórias. E você reapareceu. Me chamou numa noite pedindo para eu ir te ver, só que eu disse não. Estava com outra pessoa, tudo na minha vida tinha seu lugar e você não tinha mais espaço ali. Mas você sempre soube como criar o seu lugar. Voltou a conversar comigo e foi devagar me conquistando de volta. Terminei e marquei de te ver umas duas semanas depois.

Puta merda você tinha ficado mais bonita.

A gente foi no cinema, o que a gente tava fazendo? Nos falávamos o dia todo e o filme parecia se repetir, mas com um final diferente, teu riso parecia mais sincero e seus olhos mais brilhantes, mas lembro como se fosse o ontem o dia que você disse que precisávamos conversar. Naquele momento já sabia o que iria acontecer. Então dessa vez quem sumiu fui eu. Te julguei pelo passado e estraguei um possível futuro.

Mas dessa vez eu sabia o que fazer.

Repeti o roteiro e fui atrás de outras pessoas. De novo, vivi novas histórias. Conheci novos bares, baladas, restaurantes, conheci novos lugares e te esqueci. Teu rosto virou lembrança e deixou de ser desejo, aos poucos me desintoxiquei dos teus beijos, buscando em outras bocas novos venenos. Resolvi viajar no carnaval e o meu karma resolveu entrar em ação. Ouvi uma voz familiar me chamando ao fundo e reconheci teu rosto. Não sabia o que fazer.

Te cumprimentei e conversamos brevemente, cada um foi para o seu lado e nada mais aconteceu. Nesse momento eu soube que você era uma página virada. Ou pelo menos achei que sabia.

Há um mês vi o teu nome curtindo um post meu no Facebook e resolvi te chamar pra brincar. E brincamos, continuamos brincando e aí a brincadeira ficou séria. E a gente não sabia o que fazer. Te chame pra vir aqui, você flertou com um não e eu te convenci a um sim.

E eu não tenho noção do que a gente tá fazendo. A culpa não é minha que sempre acabo me perdendo nos teus olhos.

Mas vê se fica um pouco mais dessa vez, tá? Sempre gostei de estar contigo.

Bruno Amador – clique para me conhecer melhor

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