Quando você coloca o teu óculos e encosta com cara de séria na cabeceira da cama segurando qualquer livro na mão. Com a tua cara de esforço pra pôr pra dentro aquela matéria que você tem prova no dia seguinte e não estudou nada durante a semana porque acabou de descobrir uma série nova no Netflix. Fico bobo com o teu carinho pelo Chico e mais bobo ainda com a tua expressão de frustração quando ele te ignora. Mesmo depois de inúmeros avisos você insiste em tentar fazer carinho no bendito do cachorro.

Eu fico bobo com a tua incapacidade de cozinhar um ovo e preguiça de ir na cozinha pegar água, embora você sempre diga que é medo. Fico bobo com as tuas unhas e cabelo meio de lado enquanto digita rápido no celular respondendo tuas amigas. O ciúmes bobo que eu sinto quando algum cara bonito te chama e a tua mão na minha coxa pra me lembrar que quem está dividindo a cama contigo sou eu, me deixa bobo.

Você me deixa bobo. Me pego dançando funk no carro porque o teu celular é composto por isso, música sertaneja e eletrônica. Descobri que a tua boca fala, beija e faz muitas outras coisas. Bruninho e Davi provavelmente fariam uma música listando cada uma delas se te conhecessem melhor. Fico tão bobo que consigo fazer um sertanejo ficar lírico.

Você me deixa mais bobo do que eu já sou. Principalmente quando aparece no meu quarto de cabelo molhado e moletom, segurando um balde de pipoca implorando pra eu baixar algum filme. E mesmo que você insista eu acabo pondo terror e acabo ficando mais bobo ainda quando no meio do filme, você sobe o cobertor e se perde comigo por ali.

Fiquei bobo quando te vi descendo a escadaria do teu prédio antes de sairmos pra alguma festa e cheguei a ficar em transe quando você me beijou antes de subir na volta. Eu tava tão em outro mundo que acabei esquecendo que eu ia dormir na tua casa e saí correndo do carro porque você me esperava no portão.

Fico bobo quando caminho contigo pela praia à noite e você tenta à todo custo ficar longe do mar, mesmo sabendo que eu sou maior que você e te pegar no colo não seria nenhum desafio. E não sei se foi pelos socos e chutes que você me deu enquanto eu caminhava contigo até a água, mas desde aquele dia eu fiquei idiota por você.

E a intenção desse texto é que você fique assim, igual eu. Boba.

Bruno Amador – clique para me conhecer melhor

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