Obrigada por 2015. E muito mais obrigada por 2016.

Com você, eu fui do 0 ao 1000, em fração de segundos. Nunca senti o “eu sou intensa” de uma maneira tão – ironicamente – intensa.

Já faz mais de ano e ainda não me ocorreu nada que fizesse meu corpo alcançar temperaturas tão altas e que fizesse o coração dispara numa frequência tão descontrolada. Quando eu ouço sua voz por algum meio involuntário, ainda sinto a mesma sensação. Exatamente com a mesma – ironicamente – intensidade.

Eu me entreguei como um bebê se entrega ao colo de um conhecido, sem pensar nem duas vezes. Logo eu que nunca curti isso de pensar, só pensava em você.

Passei alguns anos dizendo que quem enganava era a gente, que ninguém mais podia me iludir, que eu já tinha aprendido a lição; e… Bom, não aprendi até hoje.

Você me envolveu mais do que eu envolvi você e foi nisso que eu vacilei. Quando eu, por um segundo, achei que tinha o controle, já tinha sido controlada. Nunca segurei tanto um celular esperando uma resposta, nunca quis tanto um beijo, nunca quis tanto um abraço. É isso me consome, porque não foi igual entre os dois.

Não é a beleza e nem as coisas fofas que você me fazia – até porque isso não rolava muito né – mas era o jeito que as risadas se confundiam, que mesmo sem se encaixar, a gente dava um jeito de dormir juntos. Do nada você me encheu de sentimentos desconhecidos, desde os bons até os piores.

A insegurança que você me fez conhecer foi a mesma que me fez te perder.

Eu ainda sinto sua falta. Eu ainda penso em você bêbada. Meu olho ainda enche de lágrima pensando em você. Meu coração ainda dispara ouvindo sua voz. Sorte a minha que, pelo menos, minha memória fez questão de esquecer seu número.

Eu sinto falta do abraço, do sorriso olhando pro celular quando te dava surto de fofura. Sinto falta do beijo, do frio na barriga. Sinto falta da gente rindo igual dois doentes. Sinto falta do nosso devargazinho. Sinto falta das nossas selfies e nossos vídeos. Sinto falta das nossas buscas por lugares pela faculdade.

Já teve outra versão de você, mais fofo, mais carinhoso, mais compreensivo. Mas não era você.

E todo mal que você me fez, todas as vezes que me fez chorar – e ainda faz, tudo isso eu esqueço quando penso na possibilidade de mais um beijo nosso. Também acho ridículo, acho patético, acho idiota. Mas tem coisa que a gente não muda.

E como tudo com você é confuso, não sei se me fez crescer ou me deixou pior.

Você virou vício. Te quero cada dia mais.

Anna Bignami

Bruno Amador