A vida passa e nós nunca aprendemos a lidar com nossas emoções. Não existe uma receita para ser seguida quando estamos tristes, quando estamos felizes, quando estamos com raiva, quando estamos pra cima, pra baixo, pra um lado e pro outro.

A vida é uma verdadeira montanha-russa emocional, onde podemos nos deparar com picos de felicidade seguidos de uma longa descida sem fim de tristeza.

E você, com certeza, já se deparou com essa descida infinita que te leva para uma série de dias de desespero. Eu tô falando exatamente de quando você começa a gostar de alguém e não é correspondido.

Alguns podem chamar de amor, mas ainda acho uma palavra muito forte. Acho que paixão define mais esse sentimento forte que adquirimos. Passamos alguns dias com alguém e imaginamos uma pessoa sem defeitos, com todas as qualidades que admiramos e que nos completam. Uau, aquela pessoa nem deve existir, que absurdo a boca dela estar tão longe da minha!

E você pode sentir isso por quem te faz bem ou por quem te faz mal. As possibilidades são gigantes. Existem aqueles seres que nos enchem de paz quando estão por perto, transformam nossa aura e preenchem algum espaço que nem sabíamos que existiam. Mas, existem pessoas que, talvez por falha nossa, nos fazem mal e nos magoam, mas, mesmo assim, ainda acabamos por gostar.

O ponto importante está no que vem depois. E o que vem depois? E se nada vier depois?

Nosso mundo desaba. E somos tão incapazes de pensar num prazo mais longo do que semana que vem, que acreditamos na ideia de que perdemos a pessoa de nossas vidas. Perdemos a pessoa que ia ficar conosco nos momentos mais difíceis, nas horas mais tristes (tipo essa mesmo).Perdemos quem deveria nos fazer companhia e quem deveria conhecer nossos pais como sogros, comer em casa no almoço de domingo e aguentar nosso priminho mais novo sendo chato pro resto da vida.

Como aquela pessoa tão especial teve a coragem e a determinação de não acabar do nosso lado, sendo que a gente se dava tão bem? Como ela ignorou todos os momentos legais que passamos juntos? Como ela pode pensar na possibilidade de que não seria feliz conosco? Isso parece extremamento angustiante. Mas, a vida tem desses desencontros, e você pode ficar tranquilo, porque eles acontecem bem mais do que você imagina. Uma hora ou outra, você também vai ser a não correspondência de alguém e também vai pensar que a vida de solteiro ainda vale mais a pena.

A verdade cruel é que ninguém tem a obrigação de nos querer, por mais que exista uma sintonia, por mais que exista uma conexão, por mais que as pessoas ao redor te “shippem”. Mesmo com toda a torcida da galera, o coração ainda é individual e o sentimento também. Ninguém gosta de ser forçado a demonstrar sentimentos que não existem dentro de si mesmos.

E a partir disso, tomamos aquele famoso pé na bunda. Seja ele mais amigável ou mais seco. Eu por exemplo, procuro não sair brigado dessas situações, mas entendo perfeitamente quem acaba perdendo um pouco do controle, afinal, os sentimentos estão à flor da pele.

Saber que existem mais pessoas não correspondidas me conforta, e saber que isso acontece temporariamente também. Na maioria das vezes, era só uma paixonite. Alguns meses se passam e já estamos de boa, com outras preocupações na cabeça, respirando novos ares. Como em “500 days of Summer”, uma hora da vida somos o Tom, outra hora somos a Summer, e assim vai. Não acho que seja certo brigarmos com quem não nos ama (tanto).

E o melhor remédio para toda essa indecisão e esse vai e vem do amor não correspondido, após várias quebradas de cara e vários pedidos de desculpa por vacilos, ainda me parece o recomeço. O acerto de vida que te coloca como uma nova pessoa frente a tudo que você passa.

Nem que seja uma viagem para espairecer e relaxar a sua cabeça, a ocupação da mente com tarefas novas, a busca por novos lugares e novas pessoas. A gente vive num mundo grande pra caralho, e não é correto pensarmos que nossa trajetória acabou ali naquele amorzinho mais ou menos de 3 meses que conhecemos de repente.

A insistência no que não dá certo nos desgasta, e nos machuca também. Pode parecer legal tentar passar momentos com a pessoa, mesmo que não exatamente juntos, mas isso não quebra a nossa conexão com ela, muito pelo contrário. Só alimenta falsas esperanças, mesmo que você não perceba isso diretamente. No fundo, isso é uma desculpa para que você ainda veja a pessoa e passe tempo com ela, porque, quem sabe um dia, vocês possam dar certo. E, cá pra nós, quando é pra dar certo mesmo a gente sabe. A gente sente, a gente faz de tudo e vai pra frente.

Um gelinho, uma semana pra você e pra sua própria alma, uma repensada nas atitudes e um pouquinho de amor próprio não fazem mal. Isso só mostra que você pode ser feliz sozinho, ou com outra pessoa que você talvez nem tenha conhecido. Não é legal saber que o resto das coisas que fazemos da vida estão sendo prejudicadas porque a gente tá mal do coração assim.

É trágico e triste saber que esse é o caminho, mas é essa mesma trilha que, quando superada, te dá um amadurecimento absurdo. Você sai dessas situações com outra cabeça, bem mais cauteloso, e bem mais sincero consigo mesmo.

Não que você esteja imune a novas decepções amorosas, afinal, como eu disse antes, não existe uma receita pra isso. Mas a próxima já se torna bem menos dolorida e muito mais casual ao que esperamos ser a vida. Uma montanha russa.

Lucas Fiorentino – clique para me conhecer melhor.

Curta nossa página ! E se você tiver um nos siga no tumblr !

Também estou no Instagram como @lucasfiore_

Se você tiver alguma crítica, sugestão, elogio ou só queira falar conosco, mande um email para umquartodepalavras@gmail.com

Lucas Fiorentino