Eu queria trazer esse texto aqui como uma crítica, talvez um pedido. A gente sabe como as coisas nos dias de hoje são corridas, como, muitas vezes, deixamos de falar o que pensamos por timidez, pressa, medo, mágoa. Nada disso é errado. Todos temos sentimentos que conflitam com o que realmente gostaríamos de ter feito em algum momento de nossas vidas.

Mas, já pararam pra perceber como o ato mais comum entre dois seres humanos resolve muito mais do que suposições que ficam nas nossas cabeças? Tô falando de conversar mesmo, trocar uma ideia, desabafar. A gente tem medo de falar o que sente, o que pensa, o que teme. Enquanto isso, as outras pessoas têm medo de responder exatamente a isso.

Acaba que fica nesse “vai não vai”. Duas pessoas que tem muito para se resolver, muito para se falar, e que acabam deixando isso de lado. Aquela pulguinha atrás da orelha, aquele desconforto com alguma coisa. Isso tudo fica comendo nossas mentes, enquanto temos que esperar que caia do céu uma resposta sem a gente nem mesmo tentar consegui-la.

Não vale só pra relações amorosas. Isso também vale pra amizades.

Me veio a cabeça falar sobre isso depois de uma conversa que tive esses dias. Eu tinha muitas dúvidas sobre como seguir numa situação, e isso já estava consumindo a minha alma por dentro. Aquele sentimento de impotência diante do que poderia acontecer, e eu nem mesmo sabia o que era. Acabou que, por um acaso, eu acabei caindo em uma conversa com essa pessoa, e depois de várias horas, tudo estava “magicamente” resolvido.

Nós vivemos em tempos de orgulhos grandes demais para serem feridos. Caminhos rápidos demais para que paremos e tenhamos uma conversa que não seja daquelas bem automáticas com pessoas que vemos no cotidiano. Não paramos pra pensar ao falar, não cantamos, não produzimos o que queremos produzir com nossas falas. Nós somos verdadeiros robôs de desinteresse, que não conseguem ver na conversa, a solução de problemas que nos afligem.

Preferimos partir para o ódio, para o ciúme e para a desconfiança. Não temos motivo nenhum para querer seguir a linha mais calma do papear, porque ninguém faz isso. Se você tentar algo desse tipo, parece que está ficando louco.

-“Vou resolver isso aqui, amanhã converso com ele(a)”.

– Pra que? Manda ele(a) se foder”

Quem nunca ouviu uma coisa dessas?

Queria terminar esse texto fazendo mais uma crítica. Essa, é mais pessoal e mais subjetiva, mas vocês podem acabar por concordar. O que é que o destino nos reserva? Eu não sei, não tenho nem ideia, afinal, não consigo prever o futuro. Então aproveite agora pra fazer o que tem de fazer. Não espere que o “destino” vá resolver seus problemas. O passar do tempo afasta mágoas, preocupações, mas não resolve de imediato pendências que você pode levar por meses pra esquecer.

As vezes, uma conversa dói. Ela pode acabar numa despedida, numa briga, num término. Mas a dor da conversa é uma só. Você sente o baque, sente a tristeza, afinal, isso é inevitável. Porém, isso ainda é melhor do que a dor da incerteza, ainda mais se essa incerteza já vem com o gostinho de despedida no final.

Lucas Fiorentino – clique para me conhecer melhor.

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Lucas Fiorentino