Eu não sei se você sabe, de verdade. Não parece que você realmente nota o quão incrível sua mulher é. Não sei nem se você repara o quanto os olhos dela se iluminam em um verde esmeralda quando focam em você, ou quão largo o sorriso dela fica quando você chega.

Eu nem sei se você sabe exatamente como ela fica nervosa quando espera você vir. Às vezes, você nem ao menos quer chegar. Não imagina que ela fica te esperando aparecer? Rezando para as horas passarem mais rápido para poder te ver? Acho que não. Pena de você.

Ela é daquelas que qualquer um queria ter. Usa o coração em tudo o que faz, se doa demais ao mundo, se joga de primeira, de segunda e de terceira. Mesmo que acabe de cara no chão, ela se doa outra vez. Mesmo que venha a doer. Ela é daquelas que topa qualquer parada para te fazer feliz, que quer mudar o planeta e transformar os prédios cinzas em rosas coloridas.

Daquelas que não desiste de amar e bate o pé e faz birra com quem resolve contrariar. Mas não se engane não, rapaz. Ela é valente. Não tá aqui porque é carente, não! Inclusive, ela é bem independente. Se ela quiser, ela vai embora de salto agulha, de mala e cuia, de óculos escuros e os cabelos soltos jogados por trás dos ombros. Se ela te espera chegar, é porque QUER.

E sabe o que dizem, não é? Vontade é uma coisa que dá e passa, e se você não cativa, acha que ela vai continuar parada como uma estátua somente por você, é você quem fica. Ela vai. Porque eu não sei se você sabe, mas a tua mulher é também mulher dela mesma.

Ela é dona de si e dona do que ela bem entender. Se ela tiver que quebrar as unhas para lutar com garra pelo que for, ela quebra. Mas você? Você que não ouse quebrar o que ela guarda no peito. Ela coloca seu chão inteiro para tremer, você quem não sabe. Mas quer saber? Ela é demais para você.

Deborah Sequeira –Duzentas Linhas (Confira o blog dela)

Deborah Sequeira