Tudo bem, eu entendo esse teu medo, juro que entendo. Entendo seu receio e o famoso “pé atrás” que tanto comenta. Entendo todos os seus defeitos (que você julga ter), entendo suas manias e conheço cada uma delas. Entendo seu estresse e a sua raiva quando seu time perde e prometo não te estressar ainda mais. Entendo quando você diz estar ocupado e prometo não incomodar. Entendo suas gírias, por mais loucas e diferentes que sejam. Entendo quando você diz não gostar de falar ao telefone e pede para eu mandar apenas um áudio no WhatsApp. Entendo até suas piadas (ok, algumas) e entendo sua implicância em implicar comigo só para me ver brava e rir de mim. Eu realmente entendo.
Eu só ainda não entendo como você consegue não demonstrar o ciume e guardá-lo para si, mas juro que vou entender. E quando entender, farei o mesmo sem dar chilique. Entendo tua necessidade de jogar bola todo sábado, mesmo que isso impeça de nos vermos, porque afinal, a semana tem mais 6 dias. Do fundo do meu coração, eu realmente te entendo.
Entendo todos os seus pontos de vista, mesmo que sejam distintos aos meus e respeito cada um deles. Te entendo quando fala: “você é louca, é só minha amiga” (essa eu juro que entendo mesmo!), mas você conhece meu jeito. Mas sabe… Às vezes preferia não entender-te. De que adianta entender, conhecer, decifrar, e amar cada parte de ti, se teu medo te consome mais que tua vontade? Eu vou entender tudo o que me disser e estiver proposto a fazer ou querer e vou te apoiar. Farei o possível para que eu esteja do teu lado, sempre. Sem medo, sem receio, e sem pé atrás. É, sem tudo isso, totalmente desarmada. Logo eu, que sempre fui contra a maré dos relacionamentos, que sempre preferi uma balada até as 5h da manhã ao invés de um cinema e jantar até as 22.
Eu sempre entendi todo e qualquer problema que tu tivesses, mas, às vezes preferia realmente não entender. Eu sempre errei contigo. Sempre cometi aquelas famosas “mancadas”, tão famosas quanto o teu “pé atrás”. Mas eu sempre estive aqui. Sempre compreendi tudo que eu deveria compreender. Sempre aceitei e ainda aceito todas suas dúvidas e ainda assim, continuo aqui. Sozinha.
Se um dia eu acordar, sussurrar teu nome e não te achar do outro lado da cama, ou, se um dia eu te ligar e você não me atender porque “prefere aúdios”, eu espero então que seja a sua vez. Que você entenda que perdi oportunidades, perdi alguns amigos, perdi o sono, perdi algumas noites, perdi minha saúde (literalmente, pois meu fígado com certeza já esteve melhor), perdi o ânimo na balada e perdi parte de mim me esforçando pro teu medo não virar meu.
Espero que aceite quando eu disser que estou com certo receio, ou, que estou confusa. Eu juro que espero, afinal, tu me tornou tão receosa quanto você sempre foi. Mas se meu coração achar o caminho de volta, se ele conseguir largar do teu, se ele perder o medo que agora tem e cria coragem para partir. Será a tua vez de entender e peço por favor, que me entenda.
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Bruno Amador