É uma da manhã e eu estou de samba-canção fazendo macarrão enquanto ela está sentada na mesa me observando, ela não sabe se dorme ou se come, seus olhos pesam, mas seu estômago grita, ela vai dizer que a culpa é minha, mas ambos sabemos que a culpa foi inteiramente dela, ela que inventou de ficar com as coxas à mostra e cabelo solto, ela sabe como isso mexe comigo e mesmo ciente do perigo resolveu ficar assim.

Tudo começou quando tive meu cochilo pós almoço fora brutalmente interrompido pelo toque do meu celular, era ela, atendi e com a boca meio pra fora, meio dentro do travesseiro disse “fala logo”, ela me chamou de grosso e começou a falar “lembra que um dia eu te pedi macarrão e você disse que faria só depois que eu te beijasse ?”, “então, quero ele hoje”. Ela é a única pessoa do mundo, que se convida para jantar na casa do cara, talvez isso que me encante nela, ela é espontânea, tá pouco se lixando pro que vão pensar, soltei um riso e disse, “Ok, oito horas aqui”. “Você vai me buscar tá ? Ótimo, beijo, até mais” ela nem me deu tempo de responder e desligou.

Botei meu despertador para tocar e voltei a dormir. Sou acordado novamente pela vibração do celular, várias e várias mensagens repetindo o meu nome, visualizo o WhatsApp e ela diz, “Vou dormir aí, bjs” concordei e desisti de dormir, precisava tomar banho e deixar o meu quarto no mínimo apresentável para a donzela, sei como ela é complexada com organização e a minha zona particular iria disparar o gatilho da paranoia, então parei e refleti, ela arrumaria o quarto se o visse como está agora, então deitei novamente e liguei o Netflix, fico aqui até umas seis horas, tomo banho, vou no supermercado e depois busco ela em casa.

Sigo o plano, mas é óbvio que ela enrola pra descer, fiquei dez minutos esperando, mas quando ela entrou no carro, senti que cada segundo daquela espera foi recompensado, a beleza é inerente à ela, mas meu Deus, ela estava sensacional, botou uma blusa com o ombro caído, ela sabe o meu fraco por esse tipo de blusa, sentou no banco como se ela estivesse no sofá de casa, jogou os pés sob o painel do carro, tirou meu celular do som e botou o dela.

Em casa não dei tempo nem dela respirar, fechei a porta e a encostei na parede, comecei a beija-la enquanto ela se apoiava em meus ombros para vir pro meu colo, a coloquei sob a pia e ela fez questão de reforçar a marca que deixara no meu pescoço semana passada, minha resposta foi imediata, tirei sua blusa e cravejei minha unha por cada centímetro de sua pele, sem a posse do short ela se dirigiu até a sala me puxando pela mão se cobriu com um cobertor que estava ali e pediu para eu por um filme. Ela simplesmente me deixou ali, babando, pra vermos um filme, eu ri, disse que um dia ela iria me pagar, ela sorriu de volta e disse que eu teria minha chance de vingança eventualmente.

Depois do filme, já umas onze e meia, ela reclamou que estava com fome, fui até meu quarto e dei uma blusa minha para ela usar, logo em seguida me dirigi à cozinha, ela veio logo atrás e aí, quando eu vi aquelas pernas à mostra não resisti, joguei ela de volta pro sofá e ficamos ali até depois da meia noite.

Isso tudo sem nem entrar no quarto, a noite seria longa e provavelmente só acabaria quando virasse dia.

Esse é o terceiro texto de uma série de contos postada todo domingo chamada Nossa História (clique para ler os anteriores).

Bruno Amador – clique para me conhecer melhor

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