Esse vai ser diferente, não irei dirigir a palavra a uma pessoa específica, esse, será para todas, todas que de alguma forma já me escreveram, as histórias que conto em sua maioria tem base na realidade que vivi, óbvio que boa parte é projetada pela minha mente inquieta, mas é a experiência em campo que me permite tamanha imaginação.

Diferente de Martinho da Vila, não procurei em todas as mulheres a felicidade, até porque isso seria impossível, já que algumas, não me lembro sequer o nome, perdão se você for uma dessas, não é culpa minha, culpe a vodka. Mas já tive mulheres de várias idades e de várias cores, loiras, morenas e claro, as ruivas, e todas, sem exceção contribuíram para cada uma das histórias, elas são as minhas escritoras, todas me escreveram, seja com unhas, dentes, ou só palavras, algumas nem cheguei de fato a ter, só imaginei a possibilidade, outras, eu tive e tive até demais, outras, não tive o suficiente.
E escrevi, escrevi sobre as noites que passamos e que passaremos, ou passaríamos, não costumo conjugar verbos no futuro do pretérito, eles dão fim a ações que nem aconteceram e o futuro não pertence a ninguém, nunca se sabe o amanhã quem me conhece sabe como eu amo ser imprevisível. Escrevi sobre as que namorei, as que nem cheguei a namorar, as que pedi em casamento e as que foram meu sustento quando o que eu mais queria era desmoronar.

Escrevi sobre a ida de umas e a vinda de outras, escrevi sobre algumas que não podem ser citadas, muitas das minhas mulheres são segredos de Estado, risco de morte caso nomes sejam divulgados. Escrevi sobre as de uma noite e sobre as de várias, figurinha repetida não completa álbum diria o macho viril, mas eu não coleciono mulheres, eu as guardo.
Amei muitas, sou assim, amo fácil, dificilmente esqueço, nunca esqueci nenhuma delas, todas estão aqui, vivas, basta a cutucada certeira, um momento de desestabilidade e pronto, elas se afloram em mim. Relembro de algumas todo dia, ao olhar pro vazio no meu quadro de fotos, ao deitar na cama e lembrar como ela gostava da parede, relembro delas a todo instante, vivo com a cabeça nelas e os olhos nas outras, as histórias precisam continuar oras bolas.

As minhas mulheres têm em sua maioria nomes, mas prefiro as manter em anônimo, elas sabem quando o recado é pra ela, certo ? Todas deram seu jeitinho de entrar nas minhas histórias, algumas me inspiraram até demais, outras ainda vão ter muito o que inspirar. A partir do momento que escrevo, minhas mulheres deixam de ser mulheres e viram personagens principais do meu imaginário, na verdade elas entram no imaginário assim que as conheço.
Às que foram, às que vieram, às que ficaram, às que vão ficar, às que deveriam ficar, às que nem pensam em ficar, às amigas, às amigas coloridas, às que me odeiam, às que sorriram ao se identificar nas minhas palavras, obrigado. Aguardem o próximo capítulo.

Bruno Amador – clique para me conhecer melhor!

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Bruno Amador