Sou o casaco largo que você devolveu,
E a camiseta que ainda tem teu cheiro.
Sou a cama de solteiro que virava casal
E a louça que duplicava.

Sou a mão que te acarinhava,
te segurava,
te empurrava a bebida,
E te levava pra cama.

Sou a unha que te arranhava,
O dente que te mordia
E a boca que te beijava.

Sou o banho que demorava,
A roupa que sumia
E as horas que não passavam.

Sou as horas que passavam muito rápido.
Sou as noites que não terminavam,
O fogo que não apagava.
Sou o que te colocava pra cima.
Sou a malícia da frase acima.

Sou as flores que chegavam,
A motivação pra escrever,
O aperto no coração.

Sou a corrida pro abraço,
Os olhos marejados,
As palavras que não vêm,
O beijo que não pára.

Sou a companhia pro jantar,
A conta rachada
E a entrada de graça pro cinema.

Sou o banco do passageiro vazio,
A música que não é mais tocada
E o filme que não é mais visto.

Sou o adeus mais difícil,
A mensagem que não chega,
A foto do contato.

Sou ligação perdida
E minutos esgotados.
Sou a conferida rápida no Instagram,
Só pra ver como estou.

Sou a mentira pra mãe,
A casa da amiga,
O vou descer e já volto.

Sou a fome que não vem,
A boca que seca,
A imaginação que viaja.

Sou vontade.
Sou riso.
Sou lágrimas.

Sou as noites em claro,
O desabafo pros amigos,
O copo que você não deveria beber.

Sou o aviso de memória cheia,
As fotos no rolo da câmera,
O livro na estante,
A caixa no armário.

Sou a casa que não vivi,
Os filhos que não nasceram
E o cachorro que não tive.

Sou tantas coisas,
Que chego a ser onipresente.
Seja no teu quarto
Ou nos teus sonhos.

Sou a saudade do passado vivido
E do futuro imaginado
E nem por isso,
Deixo de ser presente.

Bruno Amador  – clique para me conhecer melhor !

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Bruno Amador