Ainda haverá amor,
Enquanto os meus olhos te procurarem,
Enquanto meu sorriso transparecer
Cada vez que eles te acharem.

Ainda haverá amor,
Quando meus braços te envolverem,
Quando teu cheiro impregnar em mim,
Quando você se for,

Ainda haverá amor,
Quando meus olhos se fecharem,
Enquanto eu pensar,
Quando e enquanto eu escrever,

Ainda haverá amor,
Enquanto teu corpo delicado,
Constrastar com a robustez do meu,
Enquanto tua voz me agradar,

Ainda haverá amor,
Enquanto teu apelido,
Refletir a diferença do teu tamanho pro meu,
Enquanto eu te chamar por esse apelido,

Ainda haverá amor,
Quando outros entrarem na tua vida,
Quando outras entrarem na minha,
Quando outros e outras saírem,

Ainda haverá amor,
Quando meus amigos lembrarem de você,
Quando tuas amigas lembrarem de mim
E até quando eles nos esquecerem,

Ainda haverá amor,
Enquanto as minhas palavras,
Te provocarem riso,
Até mesmo se te provocarem choro,

Ainda haverá amor,
Enquanto a cor dos teus olhos,
Refletirem a pureza da tua alma
E acalmarem a euforia do meu coração.

Ainda haverá amor,
Enquanto você sentir a minha falta,
Enquanto minha boca tender à tua,
Enquanto houver ciumes,

Ainda haverá amor,
Quando as luzes apagarem,
Quando a Lua se por,
Quando a minha cama não for mais tua,

Ainda haverá amor,
Quando eu aprender a rimar,
Quando eu aprender a amar,
Quando eu não mais gaguejar
(rimou)

Ainda haverá amor,
Enquanto uma dessas condições existir,
Haverá amor,

Mesmo se essas condições se esvairem,
Mesmo quando não houver mais esperanças,
Ainda haverá amor.

Bruno Amador