Porque é universal, todos já sentiram. É inevitável, tão certo como a iminência do toque das nossas bocas é a certeza de que você irá amar, já amou e/ou está amando. Todos têm sua opinião, alguns tentam rejeitar a ideia, lei do desapego, pega mas não se apega, bla bla bla, ladainha, duvido que você venha falar pra mim com convicção que prefere dormir sozinha ao invés de acompanhada por aquele cara cujo abraço te faz esquecer o mundo. Não mente pra mim, ficar sozinho é bom, sozinhos, é melhor ainda.

Escrevo sobre amor porque amo sem medo, me passo por idiota, trouxa, imbecil, defina como quiser, mas eu me agarro a toda e qualquer possibilidade e vou até o fim e se não conseguir, tudo bem, tentei. Já beijei só por beijar? Óbvio, quem nunca? Mas na moral, beijo nenhum se compara a um beijo quando a pessoa na sua frente além de ser bela por fora, é igualmente bela por dentro, não existe beijo melhor do que aquele beijo em que ambos são íntimos, amigos, companheiros, não existe beijo melhor do que um beijo com amor, não existe beijo melhor que o nosso.

Escrevo sobre amor porque amor é o que vivo, “é impossível ser feliz sozinho disse uma vez” Tom Jobim, a geração do pega e não se apega cai matando, “claro que é possível”, mas menina, senta aqui e se abre, você realmente é feliz? E se for, você está sozinha? Essa coisa toda de superficialidade nos seus relacionamentos, essa curta duração, não é só uma maneira de você não ficar sozinha? Você não está sozinha. Só está evitando o inevitável.

Escrevo sobre amor porque amor faz sorrir. Só há choro, onde um dia, já houve sorriso e a proporção de sorrisos é sempre maior, por isso amo sem medo, se chorar, um dia sorri. Escrevo sobre amor com amor.

Bruno Amador